Fim de jogo

20 junho, 2016
Estou te escrevendo mil textos. Todos vão ficar guardados no fundo da gaveta. Desculpe, meu bem, pela falta de coragem para apresentá-los. Prefiro criar mil cenas na cabeça enquanto, na vida real, brinco de fingir que não estou nem aí, e que tanto faz quanto fez. Afinal, logo menos tudo isso também será apenas fruto da minha memória abarrotada. É assim que monto minha armadura para o mundo e passo os dias muito bem, obrigada.

Créditos: DavidMolina
Se não te digo todas essas coisas é porque sei que, no fundo, você não as merece. Não merece alguém tão cheio de sentimentos nessa sua vida vazia de interesses verdadeiros. Prefiro te ver saindo todas as noites por aí, do que sentir seus braços ao meu redor, mas não te sentir verdadeiramente. E se tem uma coisa que eu nunca aceitei - sendo esse um defeito meu ou não - foram meias verdades.

Nunca aceitei ser o "talvez sim, talvez não", nunca achei confortável ocupar o banco de reserva quando sei que tudo o que quero e preciso é assumir a braçadeira de capitão. Então é hora de encerrar essa partida e retirar o time de campo. Mas com certeza, dessa vez, eu não saí campeã.

O time sai lesionado, machucado. Mas nada como o tempo para prepará-lo de volta ao campo, não é mesmo? Pode ser que essa partida não tenha sido muito justa. E eu realmente acho que não foi. Mas entrei sabendo de todos os riscos e por isso saio de cabeça erguida. Porque nesse jogo de amar, se os dois não estiverem com o mesmo objetivo no decorrer da partida, no fim haverá desavenças. E quem arriscou tudo sabendo que não podia arriscar, fui eu.

1 comentários:

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  1. Eu me sinto aceitando o "talvez sim, talvez não", e é algo realmente complicado de se lidar...

    http://lenabattisti.blogspot.com.br/

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