Imaginário

12 agosto, 2015
Créditos: Unsplash
Lapsos de memória se corrompem
Enquanto estamos presos
A milhas de distância um do outro.
Lobos uivam do lado de fora,
As estrelas brilham,
Iluminando a noite sem luar.

Sete dias até os muros,
Sete meses até os rios
Sete anos que nos separam e,
É um momento de escolhas.

O tempo sendo sugado ao nosso redor
E onde estão nossos heróis?
E onde estão nossos covardes?
Cace o fantasma que há em você,
Ande por uma estrada jamais percorrida
E abandone essa cidade de tolos,
Onde até os poetas sofrem.

Eu fecho meus olhos
E as lanternas se apagam.
Sinto o cheiro do despertar do dia,
Do mel silvestre e orvalho,
Dos rios de prata,
Bosques e lagos...
Ah, campos do paraíso.

Aquelas mil palavras,
Escondidas no segredo da vida.
Um coração congelado em sete anos,
Navegando nas ondas do passado.

É aqui nesta fonte de histórias,
Onde vivo e é,
Onde toca o violino da saudade infinita.
E com sua melodia eterna,
Trás o despertar da Terra com sua canção.
E com o pintar do céu de azul,
Faz sua jornada ao coração de um homem.

Esse é o imaginário,
Atuando na Terra do Nunca.
E transformando aquele rio fantasma
Que há em você.


4 comentários:

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  1. Ô gente, que poema lindo! Parabéns Anderson!
    Ainda não conhecia o blog, adorei <3
    Beijoooos

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  2. Que poema lindo! Amei! Beijos
    http://www.blogmeninaousada.com/

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