Vi por aí: Aberturas Literais

31 março, 2015
Créditos: Reprodução


O Vi por aí de hoje é uma boa dose de cultura inútil pra vocês! Hahahaha \o/

Tudo começou quando estava lendo o post da Supimpa Girl em comemoração aos seus 3 anos de blog. No meio do texto que conta com algumas coisas que faziam sucesso no ano que ela nasceu, a Viviane postou o link de uma abertura "literal" da novela Vale Tudo. Eu, curiosa que sou, fui assistir o vídeo e tive que voltar umas três vezes porque não parava de dar risada! Adoro esse humor non-sense, escrachado. No vídeo, eles realmente narram (cantando) a abertura da novela. Ficou curioso? Então assiste aí:

Mengão/Cachoeira/Laranja/Bunda/Balões! ♪

Sim, eu ri muito disso! E fuçando mais um pouco, descobri que haviam outros com mais aberturas de novelas famosas. Vou deixar os que mais gostei para assistirem:




Gostaram? Se quiserem conhecer o canal do criador, compartilhar ou assistir todos já criados, só clicar aqui! E se tiver alguma sugestão, pode mandar pelos comentários.

E se não fôssemos nós?

29 março, 2015
Créditos: emilyjanemorgan

Cá estamos nós, novamente. Eu já perdi a conta de quantas vezes olhei pro seu rosto e pensei "agora vai". Em todas as outras vezes, não foi. E pra ser sincera, não acredito que nessa a situação será diferente. Fico imaginando se não fôssemos nós nessa situação. Se fosse aquele casal que encontramos no caminho. Se fosse os meus vizinhos ou o seu primo com a namorada que você insiste em dizer que é linda, talvez só pra me deixar mordida de ciúmes. Será que a história seria diferente com eles?

E se tivéssemos nos encontrado em outra ocasião? Em um dia qualquer que eu acordasse mal humorada, desarrumada e sem maquiagem, reclamando do trabalho? Sem aquela conversa boa que durou horas. Sem tua mão na minha cintura indicando que na verdade, não queria que eu fosse embora, e se fosse pra ir, que fosse junto contigo. Sem todos esses pequenos detalhes, será que a história teria o mesmo rumo? Talvez você me olhasse, cruzasse a rua e ficasse por isso mesmo. Não teria tantas voltas e não seria nessa vida que as nossas se encontrariam.

Mas pra ser sincera, se for pra falar de outras vidas, eu acredito que devemos ter nos conhecido em todas elas. E se fossemos personagens de um conto, seríamos protagonistas que vivem uma história de amor com mais drama que novela mexicana. Diria que voamos mais perto do céu e caímos na imensa escuridão.

Você é multidão, eu sou solidão. Você é introspectivo, eu falo pelos cotovelos. Você é balada, eu sou gafieira. Você está sempre na corda bamba e eu me lanço no precipício sem nem mesmo olhar pra baixo. Eu sempre quis ficar e você sempre quis viver. Quem inventou a história de que os opostos se atraem tinha toda a razão. Só esqueceu de alertar o quanto isso era perigoso.

Acho que no fim das contas, tudo o que tiver relação à nós dois será instável. Incerto. Inseguro. Todos os "ins" que nos prende a essa roda gigante que não para mais. Acho que da próxima vez que estiver perto do chão, eu irei saltar. Cansei de dar voltas nesse eixo. Cansei de tentar denominar algo que não é tão concreto quanto pensava. Então só cheguei a essa conclusão: Somos completamente incompletos e perfeitamente imperfeitos. Nós somos tudo. E não temos nada.

Primavera

25 março, 2015
Créditos: kelvin_wx


Quando começa seu dia? Quando seu celular te acorda ou quando toma seu café da manhã? Quando o sol nasce, talvez? O dia pode começar de diversas formas diferentes, mas o meu começava de verdade com as mensagens dela. Podia ser às seis da manhã ou à uma da tarde, não fazia diferença. Poder dividir um mundo de conhecimento (e um pouco de cultura inútil também) era algo que coloria, a seu modo, aquela monotonia cinza que era o dia.

Nos dias de sol e noites de lua cheia ela parecia uma criança, encantada com tanta beleza, enquanto eu estava encantado com seu olhar, com aqueles cabelos que pareciam ter vida própria, lisos em muitos momentos e encaracolados quando dançava, que aliás, era algo belo de se ver. Até tentei acompanhar, mas toda sua leveza não conseguia fazer um contraponto ao meu estilo duro como uma rocha.

Ela tinha um jeito descolado de se vestir, combinando tons inusitados de cores sem ligar para o que os outros achavam, desde que estivesse bem consigo mesma. Se alimentava de uma forma tão ecologicamente correta que quase conseguiu me transformar num vegano, o cara que não consegue viver sem carne. Tão diferentes em estilo de vida, mas ainda sim tão iguais com algumas formas de pensar. Debates sobre os segredos do universo ou algo simples como fazer uma sopa de ervilhas já eram extremamente divertidos, ainda mais quando terminavam com aquela troca de olhares dizendo “cala a boca e me beija”.

Ela sente muito frio, adora abraços calorosos e é a pessoa mais educada e sociável que já vi. Tinha sim seus problemas com escolhas (que não eram poucos) e as vezes eu até via uma certa dualidade se insinuando em seu horizonte, mas nada que não conseguisse resolver com meditações ou mesmo ouvindo MPB enquanto limpava a casa e cuidava da vida.

De tudo o que ela tinha, o que mais me marcou foi seu perfume. Inconfundível até se ela estiver no meio de um festival de flores com seus milhares de aromas. Por isso digo que ela é primavera. Porque tinha a capacidade de transformar meu jardim e marcar sua presença em minha vida.

Agora que ela não está mais aqui, aquele jardim anda meio abandonado, mas darei um jeito nisso. Hoje ela pode estar em outro quintal e meu conselho para você meu caro, é que cuide bem. Ela pode não aceitar seus pedidos de casamento, mas insista, porque seus sorrisos e seu modo de desconversar as coisas valem muito mais do que um “sim” ou quaisquer três palavras que talvez ela se negue a dizer.


O babaca e a errada

23 março, 2015
Créditos: hannah_03


Ele era aquele cara perdido no mundo. No amor, na vida, nos sonhos e nos próprios desejos. Encontrou alento temporário entre mil bocas, mas nenhuma o fazia ficar. Pelo contrário. Cada uma delas o dizia silenciosamente pra que seguisse seu caminho. Vivia entre mil e sentia-se incrivelmente só. Não fazia por mal. No fundo isso era um grito distorcido de socorro da sua alma. No fundo, ele só queria ficar. O tempo foi passando e seu coração foi endurecendo aos pouquinhos.

Ela era o símbolo garota perfeita. Daquelas que qualquer homem sonhava em casar. Mas se engana se você pensa que logo ela encontrou seu príncipe e então subiram no cavalo e partiram em direção a louca aventura de pertencerem um ao outro. Ela sofria todos os dias porque as pessoas entravam, passavam e saíam sem nem ao menos dar satisfação de tão pouco caso. O tempo foi passando e ela foi desacreditando cada vez mais que seu tal amor ia chegar. Foi aprendendo a viver por si mesma.

Desiludiram-se. Apanharam. E foi nesses desencontros que eles se encontraram.

Foram algumas conversas em cafeterias da cidade. Alguns passeios por lugares inusitados e muitas trocas tímidas de olhares. Ela não conseguia entender como as pessoas o achavam um babaca. E ele não aceitava aquele discurso de que ela era simplesmente a "pessoa errada". Mas ambos sentiam que deveriam ficar. O tempo foi passando e eles foram se aprofundando na alma do outro.

Ele não tinha mais vontade de encontros casuais e ela perdeu o medo de que ele fosse embora porque no fundo sentia que ele ia ficar. Já haviam decorado os trejeitos e sentia-se o perfume mesmo ba ausência. Ausência, aliás, que já não fazia mais mal algum. Havia a saudade e essa só aumentava a alegria do próximo encontro. E os encontros foram ficando cada vez mais frequentes. O tempo foi passando até que um dia ele se ajoelhou em frente à ela com seu coração e anel em mãos. O pedido? Em meio às lágrimas de ambos, foi um singelo e sincero "Eu quero ficar".

E ela também ficou. Hoje ela está entrando por essa igreja com o sorriso mais sincero que já presenciei. Todos são testemunhas de um amor sublime que ultrapassou as barreiras do medo e do dor. Que renasce todos os dias. Ela é a pessoa certa dele. E ele é o cara legal que vai fazê-la feliz todos os dias pelo resto da vida.

E se minha vida fosse uma sitcom?

20 março, 2015
Ei, que cortina é essa aqui? E porque todas essas pessoas estão me olhando, esperando pra que eu diga alguma coisa? Talvez seja melhor eu sair daq... Ouch! Quem foi que colocou essa pilastra bem no meio do caminho? Que bacana... Agora todos estão rindo da minha cara. O mais estranho é que ainda ouço vozes do além para ajudar nas risadas. Parece que a campainha tocou. "Pode subir!", afinal, meu apartamento é o ponto de encontro de todos os amigos - que por sinal, parecem que nunca trabalham, porque não importa a hora do dia, estão sempre aqui. 

Créditos: Reprodução


E quando nos reunimos, sempre começamos com os assuntos triviais. O chefe que ninguém suporta (e que bem pode ser um dos seus amigos), aquela namorada que você não sabe como dispensar  e que acaba te metendo nas maiores confusões, o abacaxi que você não sabe como apareceu no seu quarto. Coisas normais, sabe? A melhor parte de tudo isso, é que na grande maioria das vezes, meus amigos estão sempre por perto para presenciar as aventuras. Quando não estamos em casa, estamos tomando café na nossa cafeteria preferida ou tomando algumas cervejas no nosso bar do coração. E que ninguém sente em nossos lugares, se não quiserem arrumar confusão!

Falando em chefes, se for lhes dizer os malucos que já foram meus superiores, vocês provavelmente ficariam assustados. Um era totalmente egocêntrico e achava que sua palavra era lei. Era suportado, porém odiado por todos no escritório. Outra tinha um bom coração e uma vontade imensa de ajudar as pessoas, e isso só nos botava em confusões. Hoje ela faz o que ama longe da gente, e sentimos muitas saudades. Sem contar nos colegas de trabalho também. Sempre tinha o sem noção, o que se esforça demais e nunca é recompensado, o puxa saco que no fim sempre se dá mal, a bonita-burra e a bonita que quer provar que é muito mais do que isso. 

E todos esses esteriótipos me levam até um pouco mais longe: O ensino médio! Raspadinha na cara? Tá maluco? Isso até parece cena de filme...  Conheci os quarterbacks, os nerds, as líderes de torcida, a turma de teatro, a banda da escola. Eu? Só fui um cara normal tentando sobreviver a tudo isso. 

Talvez você venha me dizer agora que minha vida não tem nada demais. Que tudo o que contei aqui poderia acontecer com qualquer pessoa no mundo. Mas são tantas histórias engraçadas que pelo menos uma te faria rir. Aliás, a graça está exatamente aí: Em rir do crível, do trivial, do cotidiano. De mim, de você, do vizinho (pelado) ou dos amigos fazendo tudo errado. E eu gosto disso! Espero que você tenha gostado de saber um pouco mais sobre a minha vida também. E que mesmo após a cortina se fechar, que permaneça com saudade de tudo o que falei.

Essa é uma blogagem coletiva do Rotaroots, um grupo que tem como objetivo a interação e a manter o verdadeiro espírito da blogosfera vivo! 

A conversa

18 março, 2015
Créditos: Photl


Chego em casa, cansado do dia estafante no trabalho. Abro a porta e encontro ela lá, vestida como se fosse para o evento mais importante da vida, sentada na minha poltrona predileta, um copo de uísque na mão, aquele meu 18 anos para ocasiões especiais. É nesse momento que percebo ser essa uma dessas ocasiões.

“Venha, sente-se aqui, pegue um copo, vamos conversar” ela me diz. Sabia que devia ter preparado o meu psicológico antes, mas não esperava por isso tão repentinamente. Sei que ela é muitas vezes dura, mas sempre honesta e sincera em suas palavras, sempre disposta a me dar uma lição, muitas vezes dolorosa, mas sempre verdadeira.

Me sento, sirvo-me de alguns goles, penso em tudo que passei até ali, em todas as porradas que ela já me deu, mas também no conforto que jamais encontrei em outros braços. Afinal de contas, ela era a única disposta a me ouvir, independente do que estivesse acontecendo ou da raiva que eu nutria por ela em diversos momentos.

- Você sabe por que estou aqui?

- Acredito que sim, não tenho tanta certeza.

- Estou aqui pra te lembrar, o que tem feito até agora? E não estou me referindo a trabalho ou estudos, nisso eu sei que você tem uma dedicação ímpar.

- Eu sei, afinal de contas sabe tudo sobre mim, não existem maneiras de esconder nada de você. Mas o que quer dizer com o que tenho feito até agora?

- Oras, quantas pessoas passaram pela sua vida? Quantas você deixou entrarem, te conhecerem da mesma forma que conheço?

- Bem... Algumas... E nenhuma.

- Pois então, é sobre isso que quero falar com você. Até quando vai continuar assim, com essa placa enorme que diz “fechado para balanço” no seu coração? Parece mais que ele entrou em concordata.

- Na verdade, eu não tenho tempo para essas coisas, você sabe disso.

- Só tenho a te dizer que quem quer, faz acontecer. E nesse caso, parece que você não quer.

- Não é que eu não queira, só não sei se estou preparado para entrar noutro relacionamento de cabeça.

- Você está preparado a uns dois anos e não precisa entrar de cabeça, se deixe entrar aos poucos. E aquela garota, como é o nome dela mesmo? Ah sim... Sara. Ela gostava muito de você e sei que isso era recíproco. Por que não retornou as ligações dela?

- Sinceramente não sei, acho que tive medo de não corresponder ao que ela queria.

- Lá vem você mais uma vez com essa história de medo. Medo do quê? De se machucar? Machucar alguém? Já reparou que tomando essas atitudes, você acaba machucando as pessoas de qualquer forma?

- Não tinha parado pra pensar nisso, mas já que tocou no assunto... Acredito que seja verdade.

- Então por que não pega esse telefone e liga pra ela?

- Ela já deve ter me esquecido, ou está com outro alguém.

- Isso você só irá descobrir depois que ligar.

Peguei o telefone, disquei aqueles números. Depois de alguns minutos de conversa, um encontro estava marcado. E ela ainda ali sentada com o copo na mão, com aquele sorriso que me diz “viu como sempre estou certa?”. Odeio esse sorriso, mas ela sabe de tudo. Presente, passado e futuro. Nada escapa daquele olhar observador, que enxerga sua alma.

- Hahaha viu?! foi difícil falar com ela? Acredito que não.

- Realmente não foi, mas você sabe como meu último relacionamento me deixou.

- Sim, eu sei e por isso estou aqui. Para te dar o empurrão necessário e te forçar a sair da inércia, vê se dessa fez faz diferente, tira essa muralha desse coração e deixe ela entrar. Você verá como as coisas serão, você está mais maduro agora.

- Obrigado, você sempre acerta.

Quando as lágrimas começaram a rolar nos meus olhos, ela se levantou e veio até mim, colocou minha cabeça em teu peito, me passou aquela sensação de proteção, até que adormeci em seu colo, sabendo de uma coisa: por mais dura que a Vida seja, ela sempre sabe desenvolver o melhor em nós.


O vício

15 março, 2015
Créditos: a4gpa


Permita-me a oportunidade para que possa revelar um segredo. Algo que me acompanha há muitos anos e não sei mais como guardar pra mim: Eu tenho um vício. E digo que foi um longo caminho para que pudesse chegar a essa constatação. Por anos neguei a mim mesmo a condição, bati no peito e disse que estava tudo bem. Não estava. Mas também não quero pedir ajuda. Abraço minha sina e vou com ela de mãos dadas.

Comecei muito jovem. Com pequenas doses, mas que na época, já me saciavam por completo. Era iniciante nesse mundo e me encantei com a imensidão de possibilidades que ele me proporcionava. A cada nova experiência, me entregava um pouco mais. Até me entregar por completo. Quando já estava mais dependente, comecei a cheirar. Era impressionante como isso me deixava excitado, alerta e ansioso por mais. Você deve estar se perguntando qual é a sensação. Tentarei explicar. Você se sente entrando em uma nova dimensão. Entra literalmente em uma viagem. E o que vai encontrar por lá, só se sabe quando começa. E é difícil abandonar quando chega ao final.

Juro que tentei largar. Procurei depositar minhas angústias em outras coisas, mas meu pensamento só clamava por uma coisa. E no fim do dia, lá estava eu, abandonado, sozinho, porém realizado. Meus amigos não entendiam, minha família se preocupava. Minha namorada me largou por falta de atenção. Deixei de comprar roupas pra sustentar o vício. E cada vez ficava mais caro, porque cada vez queria mais.

E foi assim que cheguei até aqui, doutor.

Me pediram para que viesse e contasse a minha história. Que narrasse com detalhes como passei de um cidadão comum para um viciado. Acho que, no fundo, quisessem que eu assumisse que me arrependi. Terei que me desculpar, mas em nenhum momento me arrependo. Pelo contrário. Faria tudo de novo. Só quem se encontra na mesma situação consegue entender o bem que faz. Sairei daqui e já consumirei minha dose diária. O escolhido da vez? Machado de Assis.

TAG: I love my blog

12 março, 2015
Olá, senhoras e senhores! Cá estou eu para responder mais uma tag. Dessa vez, ela se chama I love my blog e tem perguntas voltadas ao meu humilde bloguito. Bora lá?



Regras:

  • Convidar 8 a 11 blogs, com menos de 500 seguidores para responder a tag.
  • Colocar o selo da tag (você pode criar um ou usar o meu)
  • Colocar o Blog que deu origem a tag - Blog Papos de Estrelas
  • Linkar quem lhe indicou a tag - Ei, me conta!

Perguntas:

1. O que lhe incentivou a ter um blog?
Meus amigos. Eles liam os textos e insistiam de que deveria criar um blog e compartilhá-los com as pessoas.

2. Qual a importância do blog pra você?
Acho que no começo, o que definiria era: Uma válvula de escape. Eu sentava, escrevia, postava meus textos e me sentia bem. Hoje é bem mais que isso. É uma diversão séria e um trabalho divertido. Passo horas criando pautas, pesquisando coisas, escrevendo bastante. Agora até quando estou assistindo um filme, já penso se pode virar algum post pra cá ou não hahahahah

3. Quem te indicou a ter um blog?
Como eu disse na pergunta um, foram meus amigos. Eu já acompanhava alguns com uma pegada parecida com o meu, como o Entre Todas as Coisas, na época.

4. Quais os assuntos do blog?
O assunto principal são textos autorais. Esse ano eu até "me permiti" fugir e explorar outros, criei posts fotográficos... Mas até nesses eu gosto de colocar um texto ou poema meu. Porque é isso que eu gosto de fazer: Escrever. ♥

5. Como se sentiu ao ter o primeiro comentário?
É até engraçado isso, porque meu primeiro comentário foi da amiga (beijo, Lenah!) e até hoje, nós comentamos todos os posts no blog da outra. É um ritual pra gente até hoje. Inclusive, se quiser conhecer o cantinho dela é só clicar aqui. ♥

6. Quantos comentários você tem ao todo no momento?
Atualmente, tenho 1288.

7. Qual a meta desse ano para seu blog?
Eu acho que já implantei minha meta. Não fico na neura de números, crescimento... Claro que quanto mais pessoas gostarem do meu trabalho, mais feliz vou ficar. Mas acima de tudo, quero que isso seja prazeroso. Que eu gaste todas as horas trabalhando no blog com a mesma felicidade que venho fazendo até aqui. Então diria que minha meta é expandir para outros conteúdos sem fugir da essência do blog.

8. Até onde você deseja chegar com seu blog?
Ao infinito e além! - LIGHTYEAR, Buzz.

Gostaram? Quem quiser fazer a tag, sinta-se mais que convidado e não esqueça de mandar o link para eu conferir!

Saudade e o amor livre

11 março, 2015
Créditos: Reprodução


Hoje acordei me sentindo diferente. Logo percebi que era saudade e claro que era da sua ausência na minha vida. Daquele lugar vago na minha cama que tantas vezes foi mal preenchido com outras pessoas. Daquele canto vazio no meu guarda-roupa onde ficavam as suas. Saudade de acordar antes de você e correr na padaria pra te fazer um café especial, que renderia muita energia para a nossa química explosiva. Olhei o relógio, não eram nem 7 horas da manhã. Peguei o celular, nenhuma mensagem sua. Não me lembro a última vez que trocamos sms e me pergunto: a quanto tempo não falo contigo?

Digito umas mil frases, apago todas. Disco seu número, desligo antes do primeiro toque sem nem saber se aparecerá nas suas ligações perdidas. Minha cabeça ferve em pensamentos, em lembranças, tanto que sai até fumaça. Meu sinal desejando contato. E me pergunto: por que terminamos?

Os motivos foram tantos e ao mesmo tempo nenhum. Podíamos desejar coisas diferentes da vida, estar fora de sintonia ou simplesmente querer estar sozinhos e se eu disse isso, queria que soubesse que menti. Que hoje enquanto me sento sozinho para tomar um belo gole de café, não queria estar com essa casa vazia, mas sim com ela inundada do seu sorriso e alegria. E me pergunto: por que não retomo contato?

O dia passa e com ele a rotina ocupa meu tempo. Quando finalmente paro para checar minhas ligações no celular, vejo algo inusitado: Você me ligou. Bate a dúvida se retorno ou não. Antes mesmo que eu decidisse meus dedos já apertam o rediscar. De repente tudo muda, aquela saudade dá lugar à alegria.

Percebi que ouvir o som da sua voz acalma todos os meus pensamentos. Todas as mil perguntas que passavam pela minha mente se dissolvem ao ouvir sua risada mais sincera. E é assim, durante uma conversa qualquer, sem nenhuma pretensão que eu te pergunto: Porque é que não estamos juntos? Eu sei que ambos temos as respostas. E que você vai preferir mudar de assunto e falar até sobre o tempo que esfriou do que encarar minha dúvida. Mas todos os contratempos e todas as dificuldades parecem cair por terra quando estamos juntos. Então desligo o telefone com uma mistura de saudade e alegria. De tristeza e vontade. Vontade de te trazer pra perto e não deixar que se afaste nunca mais.

Mas isso não posso fazer, porque o amor é livre e ele quem escolhe todos os dias onde ficará. Mas se mesmo tendo todos os motivos para partir e o mundo inteiro para explorar, você resolver ficar... Se aninhe no meu peito e faça do nosso mundo, o lugar certo para se estar.


CDB: Foto(grafia)

09 março, 2015
O post de hoje, é mais uma blogagem coletiva do Coisas de Blogueiras e a temática é bem simples: Escrever algo sobre uma foto que você goste muito. Automaticamente, já soube que foto iria escolher. Mas aí surgiu a dúvida: Poema, Texto, Crônica, Conto? E por fim, decidi que a melhor coisa seria fazer um relato pessoal e sincero de uma das melhores (e mais loucas) experiências da minha vida. Já tinha falado por cima nessa TAG aqui, inclusive. 

Créditos: Acervo Pessoal

Uma foto simples, mas que resume as duas semanas mais malucas e intensas que já tive. Julho de 2013 foi a data. Rio de Janeiro (que continua realmente lindo!) foi o cenário. Desembarquei numa madrugada gelada sem saber muito o que esperar. E voltei pra selva de pedra com o coração repleto de amor e boas lembranças que tenho certeza que jamais se apagarão da memória. Sim, eu fui voluntária na Jornada Mundial da Juventude.

Confesso que fiz minha inscrição sem muitas pretensões. Meu irmão e meus amigos já tinham participado em Madrid, e pensei eu, ele e todos os outros que já tinham tido a experiência teriam preferência e seriam chamados. Pra minha surpresa, eu fui selecionada. Lá iria eu, servir no maior evento da minha vida. Fiquei no setor de distribuição de kits para peregrinos, então entrei em contato com pessoas do mundo todo, de diferentes idades, logo no começo. Passei perrengue no alojamento, tomei banho frio, fomos expulsos pra depois nos deliciarmos com a vista de Ipanema todos os dias de manhã. 

Conheci e convivi com tantas pessoas incríveis nesses dias. E outras tantas cruzavam meu caminho pela cidade. Era lindo olhar para todos os cantos e sempre encontrar alguém que estava ali pelo mesmo motivo que você. E participar dos eventos foi outra emoção. Milhões de pessoas unidas pela mesma fé. Até mesmo aqueles que não entendiam o que estava sendo falado (porque eu mesma conheci gringos que nem inglês falavam) conseguiam sentir a mesma emoção.

No fim das contas, acabei ficando doente (eu disse que esses dias foram malucos, lembra?) e fui obrigada a deixar o alojamento e minhas funções. Mas nenhuma dificuldade e nenhum contratempo conseguiu tirar o brilho desses dias todos.

E como um presente ainda maior, consegui conhecer o Rio de Janeiro. Não, não subi no Pão de Açúcar nem no Cristo Redentor. Mas fiquei maravilhada em vê-los mesmo que ao longe. Conheci a Lapa, Santa Teresa e... A Lagoa Rodrigo de Freitas, que aparece nessa foto. E foi nesse momento, enquanto olhava pra água e pro Cristo que nada mais é que um risco se você tentar achá-lo aí, mas que é incrivelmente imponente quando visto "ao vivo", que agradeci. Por viver, por ter a oportunidade de estar presente em tudo isso. E pelo futuro. Para que ele seja melhor. Pode parecer clichê, mas quando você passa por isso, deseja o melhor das pessoas. Deseja que elas sintam a mesma paz de espírito. E eu continuo desejando todos os dias. A foto só me ajuda a repassar a mensagem. 

+QP: Carta às mulheres do mundo

08 março, 2015
Créditos: Unprofound


À todas nós,

Às que correm, lutam, vivem e sonham. Às que acordam antes do sol e que acabam brilhando mais que ele. Às Teresas, Marias, Luanas, Carolinas, Robertas, Franciscas. Às mães, filhas, netas, avós e esposas. Às médicas, enfermeiras, professoras, advogadas, esportistas, atrizes. Mas antes de tudo, às mulheres. Essa carta é especialmente pra vocês. Pra nós.

Todo dia é dia de vencer. De mostrar a força, a garra e a alegria de sermos nós mesmas. De subir no salto e desfilar na passarela da vida com o melhor batom vermelho, suar no batente e manter a elegância, ser inteligente e vaidosa ao mesmo tempo. De quebrar paradigmas, preconceitos e superar as dificuldades. Que a bandeira a ser levantada seja a de que você pode ser quem quiser ser. O mundo é grande demais, mas nós estamos abraçando-o com toda a força. Então não deixem que te desanime. Palavras podem derrubar, mas atitudes elevam a alma e o coração. Sejamos boas em tudo que quisermos ser. Na família, na profissão, no amor e na dor. 

E aos homens que agora leem essa carta, que não só reconheçam, mas que respeitem. Falta respeito nesse mundo. Também falta amor, mas é o respeito que rege um caminho de paz e prosperidade. Com ele, conseguiríamos chegar a um ponto de união. E que haja respeito também entre todas as mulheres independente de crença, sexualidade, ideais e profissão. 

Que não se fechem os olhos para todas as mulheres que se encontram desamparadas hoje. Que se olhe pra aquelas que estão em meio à guerra, que não tem o que comer ou que sentem na pele o preço de uma sociedade que elas não concordam. Hoje é o dia em que todos comemoramos a importância da mulher nesse mundo doido. Mas que não seja só hoje que reconheçamos e valorizemos. Que assim seja, e continue progredindo.

À todas nós, parabéns!

Essa é uma blogagem coletiva do grupo Mais Que Palavras (link). O tema escolhido para esse mês foi MULHERES.

Eu, vocês

06 março, 2015
Créditos: Lomography

Toda vez que escrevo, uso muito meus sentimentos como base. Engraçado é que as vezes mesmo estando muito triste com alguma coisa, acabo escrevendo um texto alegre, talvez isso se deva ao fato de que eu ainda tenho esperança de que as coisas possam melhorar.

Sempre digo que quem um dia tiver acesso a tudo que já escrevi, terá acesso a todos os cantos da minha mente, da minha alma, do meu coração. E se prestar um pouco de atenção nas diversas mensagens em código, conseguirá me decifrar por completo. Durante muito tempo fui avesso a mostrar o que escrevia justamente por isso, um certo medo de que me vejam verdadeiramente como sou. Com ajuda de alguns amigos aqui e ali, fui aos poucos quebrando essa barreira e por incrível que pareça, isso só me ajudou a escrever mais e mais. 

Não nego que como qualquer escritor, considero ruins muitos textos que tenho, por achar que não desenvolvi bem a ideia que queria passar ou pelo simples fato de acreditar que as palavras não se encaixavam com o que sentia. Mas sempre que mostrava o texto pra alguém, recebia um feedback totalmente contrário ao que imaginava e apesar de achar o texto ruim, eu acabava publicando em diversos locais na internet e recebia diversos comentários que me estimulavam muito. 

Uma vez me perguntaram como consigo escrever de forma que toque as pessoas. Eu não tinha a resposta até hoje, afinal sempre achei que meus personagens eram as minhas mais diversas facetas. Mas não, além de serem eu, eles são todos todos vocês que leem meus textos, que se apaixonam, que sofrem, se desesperam e apesar de todas essas quedas, se levantam, sozinhos ou não, sorriem de si mesmos e seguem com essa batalha diária que se chama vida. 

E aí? Quer entrar no meu mundo e descobrir mais sobre si mesmo?


O que senti? | In a World Like This

Créditos: Reprodução

Tá vendo cada pedacinho de mim? Cada partícula do meu corpo e da minha alma? Tá vendo toda minha essência? Pois é, são todos doidos por você. Aquela loucura que faz o coração acelerar, o corpo arrepiar e os órgãos descompassarem. Que faz os olhos brilharem e as mãos procurarem as suas.

Teve tanta gente antes de você. Mas apesar dos diversos baques da vida, deixei a chama da esperança acesa. E foi ela que me guiou pelo período de escuridão enquanto você esteve ausente. As horas pareceram milênios até o dia em que você chegou. No meio de tanta bagunça, de tanta tristeza, de tanto "me desculpe, mas não dá", foi o seu "fica um pouco mais" que encheu minha vida de felicidade.

Você me fez acreditar de novo. No amor. Em um relacionamento. Em se entregar verdadeiramente sem ter medo das consequências. Esquecer todos os males que essa vida já me causou. Então pegue minha mão e vamos enfrentar esse mundo juntos. Vamos conquistar a felicidade todos os dias. Um passo de cada vez. E todos eles em direção ao nosso futuro.

Talvez eu seja um romântico incurável. Mas que seja minha doença sem fim então. Amar até o fim dos tempos. Te amar até o sopro final.
O "O que senti?" dessa semana está pra lá de especial. Quem acompanha a fanpage deve ter visto: Os Backstreet Boys confirmaram shows no Brasil! As datas dos shows já estão no site oficial e já tá todo mundo na expectativa! Quem tem mais de 20 anos, com certeza já ouviu falar e provavelmente já dançou ao som de Everybody e outros singles. Se você não os conhece, eles foram considerados pelo Guiness como a maior boyband em atividade.

Eles estarão com a In a World Like This Tour dessa vez, e nada mais justo que eu, admiradora e seguidora fiel da banda desde 2007 reservasse essa sexta para o CD. Ainda não ouviu? Ouve porque tá maravilhoso:




Curtiram? Vão em algum show da turnê? Conta pra mim!

Uma crônica sobre o apego

04 março, 2015
Créditos: Viktor Hanacek

Leonardo sempre foi uma pessoa que nunca soube muito bem como lidar com o apego, afinal isso permeava a vida dele. Por ser filho único, não gostava de dividir seus pais com ninguém na sua infância e até mesmo na escola tinha problemas, queria exclusividade dos professores.

Com o passar dos anos (e alguns tapas da vida), Leonardo começou a entender o conceito de não se apegar, de deixar ir e que nada era seu de verdade. Mas ainda existia algo que o massacrava por dentro: seu apego em relacionamentos. Por mais que tentasse, ele criava expectativas demais, se doava demais, perdia sua essência e por fim, acabava perdendo também sua parceira. Ele sempre foi uma pessoa muito intensa em seus sentimentos e acreditava ser aquilo o maior de seus problemas: Aquilo que o fazia se prender tanto à alguém e no momento da separação, sofrer como se lhe arrancassem um membro do corpo sem nenhum tipo de anestesia.

Cansado de tanto sofrer, Leonardo tentou buscar todas as respostas possíveis e foi na solidão que encontrou seu caminho. Na solidão ele encontrou o silêncio e com ele passou a caminhar, a estudar e refletir sobre sua vida. Passou a viver para ele e não em função de outros. Claro que não deixou de se relacionar com ninguém, afinal a vida havia se tornado seu laboratório, onde cada experiência gerava uma nova transformação.

Mas algo inesperado aconteceu. Ele conheceu alguém que conseguiu mexer profundamente com ele e tirá-lo desse estado solitário e meditativo. Era seu maior teste. Ela se chamava Paloma e era seu completo oposto. Enquanto ele era sério, fechado e observador, ela era a pessoa mais aberta e franca que poderia existir, falava o que viesse na cabeça, tinha as idéias mais loucas e gostava das coisas mais absurdas.

Uma improvável amizade se iniciou e com ela, Leonardo pôde perceber que existiam outros mundos a serem explorados, uma nova vida se iniciava para ele. Meio sem querer algo foi mudando entre os dois, a cada novo encontro corações se aceleravam, pêlos se eriçavam apenas ao toque do olhar e mal se dando conta, estavam apaixonados.

Aquele monstro que ele achava ter domado, voltou à tona quando percebeu que sentia falta dela todos os dias e a vida livre e ocupada dela, não refletia o mesmo. O medo de perder uma pessoa que era tão maravilhosa à ele, foi alimentando seu apego ao ponto de sufocar aquele fogo da paixão que existia entre eles, apagando-o de vez. Leonardo não sabia, mas era o fim... Mais um fim doloroso para um ciclo. Isso só ficou claro quando Paloma lhe disse: “Não há nenhuma forma de ficarmos juntos, somos muito diferentes e as vezes me sinto muito sufocada por você. Somos dois opostos que nunca darão certo”.

Aquilo destruiu Leonardo, para ele todos aqueles mundos que havia descoberto com ela, foram sido sugados por um enorme buraco negro. Sua vida havia se tornado um vazio. Ela sumiu do mapa e ele resolveu fazer o mesmo. Pegou sua mochila, suas economias e rumou para as montanhas do Tibete. Passou anos por lá e descobriu na meditação a libertação dos seus problemas. Aprendeu que seu apego era o medo. Medo de perder algo que nunca foi seu e jamais seria. Aprendeu que tudo era uma questão de escolhas e que a única coisa que possuía era seu amor próprio. Que deveria ser maior que tudo mas sem sobrepujar o amor de ninguém.

Enfim, ele resolveu voltar ao Brasil e no meio de uma dessas escalas na Europa, percebeu que Paloma estava no mesmo avião. Não sabia se retomava contato, mas a curiosidade de saber como ela estava foi maior. Assim descobriu que ela viajou o mundo, aprendeu diversos idiomas e agora voltava pra casa. Descobriu também que ainda existia uma ligação entre eles, combinou de tomar um café com ela algum dia desses, quando estivessem de volta à São Paulo.

Chegado o dia do reencontro, ambos foram pontuais e pareciam terem se vestido para o dia mais importante da vida deles. Entre goles de café e pães de queijo, a conversa que deveria durar pouco, levou horas. Que se transformaram em novos encontros. E assim, ao acaso do destino, Leonardo e Paloma foram percebendo aos poucos, que na realidade não eram opostos, mas sim complementares que no passado viviam em tempos diferentes e agora estavam na mesma sintonia.


Secretária Eletrônica

01 março, 2015
Créditos: imgkid.com


São quase 2 da manhã e eu ainda não consegui dormir. A insônia, velha amiga das madrugadas, resolveu me visitar. É que eu tive um dia difícil, mas creio que você deve ter deduzido isso já. Fui procurar café na garrafa, mas ele acabou. E você sabe que viro o bicho sem café. Tá pra nascer gente mais viciada nessa coisa preta que nós dois. Até tentei também terminar aquele livro que eu sei que já leu, mas minha mente está dispersa demais pra isso. Fui escrever... Mas tudo o que minhas frases resumiam é que queria ouvir o som da sua voz. Daí resolvi ligar. Sei bem que essa hora você já está dormindo. E não está sonhando. Talvez porque seu mundo é concreto e real demais pra te permitir deitar no travesseiro e viajar pela fantasia. Já eu, ando sonhando até acordada. E ando acordando assustada com sua visita nos meus sonhos.

Sei que você vai rir agora, mas preciso confessar uma coisa. E eu agradeço que mais ninguém possa ouvir isso, porque sei que mesmo sem querer, vai abrir um sorriso quando escutar. Ando olhando pra sua foto todos os dias. É que seu rosto já não me é tão fresco na memória e eu tenho medo de que algum traço se perca na infinidade de coisas sem importância que guardo na cabeça. Sua barba falha e seu sorriso de lado são mais essenciais que qualquer fórmula química que eu aprendi na escola. O seu olhar me ensina mais que mil aulas de história. E nenhuma aula de geografia me ensinou que o lugar certo pra se estar era na paz do teu abraço. Não sei se viu também, mas nossa foto continua no mesmo lugar. Acho que no fundo quis mantê-la ali pra congelar o tempo, ou pra voltar toda vez que batesse os olhos em nós.

Se não me conhecesse bem, ia pensar que estou bêbada e que isso é uma mensagem clichê que eu me envergonharei pela manhã. Mas ei, ainda sou eu. Talvez eu esteja embriagada, sim. Mas de saudade. E eu não tenho porque me envergonhar de sentir. Eu sinto, e pode ser uma droga às vezes - ou muitas vezes, mas tá aqui dentro. E isso combinado com minha impulsividade e minha falta de sono me faz te ligar às 2 da manhã pra falar. Simplesmente... Falar. Porque o que está entalado mesmo na garganta você já decorou. E o silêncio dessa Caixa Postal equivale ao seu silêncio. Equivale à ausência. De respostas, de palavras, de você.

Não estou pensando muito em como vai reagir quando essa mensagem acabar. Você pode deletá-la após o final e seguir sua rotina corrida que nunca começa com um café da manhã. Você pode repetir todas as coisas que eu já consegui decorar e que não são muito fáceis de ouvir. Ou você pode nem ouvir quando sacar de quem se trata. De qualquer forma tudo isso vai me render mais umas boas noites pensando. Espero que tenha café dessa vez. Acho que vou desligar. Já cheguei ao ponto de me sentir uma boba por estar conversando tão animada com a máquina e só receber frieza como recompensa.

Nunca fui boa com despedidas, e a nossa tornou tudo mais difícil. Eu nunca sei como te dizer tchau. Ainda mais sabendo cada vez ele pode se tornar um adeus. Falar "até logo" é tão irônico pra gente que sinto um frio na espinha. Não vou dizer "eu te amo" porque isso pra mim é complexo demais, mas todas as minhas teorias cairiam por terra quando não sentisse uma retribuição, independente de qual fosse. Então acho que no fim das contas só quero te desejar boa noite. E um bom dia. Uma boa tarde. Cada coisa boa que a vida possa te oferecer. Não é porque não estou inclusa nelas, que irei te desejar o mal. O que desejo esteve escondido nessa mensagem desde a primeira frase, até o bipe do final.