TAG: Liebster Award

27 fevereiro, 2015
E aí, galerinha? Hoje estou aqui pra responder uma TAG (a primeira do blog \o/). Até peço desculpas as pessoas que me taguearam pela demora, mas é que o cronograma do blog estava lotado esse mês. Pois então, vamos lá! Fui indicada pelos blogs Patrícia Cordeiro, Guarde na Bolsa e 48 janeiros.


REGRAS:
  1. Escreva 11 fatos sobre você.
  2. Responda as perguntas de quem te indicou.
  3. Indicar de 11 a 20 blogs.
  4. Fazer 11 perguntas aos blogs indicados.
  5. Colocar o selo da tag no post..
  6. Linkar quem te indicou, divulgando o blog e canal do youtube.   

11  FATOS SOBRE MIM:
  1. Se eu pudesse me definir usando apenas um personagem de série, minha escolha seria o Chandler Bing de Friends.
  2. Tenho muita vontade de viajar pelo mundo.
  3. Sou movida à música. Se não estou escutando, estou cantando, embora não cante muito bem. 
  4. Se estou muito angustiada, escrevo. E a angústia é transferida pro papel/computador. 
  5. Fiz teatro durante 11 anos e ainda é uma das maiores paixões da minha vida. 
  6. Meu cabelo natural é loiro médio pro escuro e apesar das súplicas de muitas pessoas, não penso em largar o ruivo tão cedo. 
  7. Em 2010 passei no vestibular pra UFMG e acabei não me matriculando.
  8. Sou completamente apaixonada pelas histórias de Sherlock Holmes e tenho uma pequena coleção de livros, filmes e os DVD's da série britânica. ♥
  9. Quando criança, minha mãe me levou pra fazer teste no Raul Gil. (Podem rir, eu autorizo)
  10. Sou extremamente sincera. Do tipo que não consegue passar a mão na cabeça nem dos amigos mais próximos. Deve ser por isso que sou a conselheira deles.
  11. Tenho um lema de vida que é: Nunca guardar mágoas. Elas só fazem mal e não amenizam a dor. 
  12. Tenho agonia com números ímpares, com exceção do 7 e do 13, então tomei a liberdade de aumentar mais um fato. xD 

PERGUNTAS DE QUEM ME INDICOU:
  1. Como e quando vocês decidiram criar o blog? Conte como era o pensamento antes e como está agora? 
    Criei o blog em setembro de 2013, por insistência de 2 amigos meus que leram meus textos e achavam que deveria publicá-los de alguma forma. Só fui ser ativa de fato 1 ano depois.
  2. Um coisa da qual você não abriria mão.
  3. Do meu jeito de ser.
  4. Um blogueiro(a) que te inspira.
  5. Daniel Bovolento do Entre Todas as Coisas.
  6. Qual a sua frequência de posts no seu blog?
  7. Em média, 3 por semana
  8. O que te inspira na vida?
  9. Todas as coisas que amo.
  10. Um momento inesquecível para você e diga o porque.
  11. Tenho vários momentos inesquecíveis, mas uma experiência única que vivi foi ser voluntária na Jornada Mundial da Juventude em 2013, no Rio. Ver tantas pessoas juntas por um único objetivo, todos compartilhando o mesmo amor. Foi algo incrível e que jamais irei esquecer, com certeza.
  12. Faça um resumo do seu livro/filme favorito.
  13. Como disse nos fatos, sou apaixonada por todas as histórias de Sherlock Holmes. Então pra quem não conhece (acho difícil alguém não conhecê-lo, mas enfim), aí vai um pequeno resumo: Holmes tem uma habilidade de dedução incrível e capacidade 0 de sociabilidade. É detetive particular e a Scotland Yard sempre o procura pra resolver casos que parecem não ter solução. Após se mudar para o mesmo apartamento de Watson, que é um ex médico de guerra, este torna seu companheiro e redator de todas as suas aventuras.
  14. Em qual lugar gostaria de morar?
  15. Tenho vários lugares que gostaria de morar, mas pra ser bem sincera: Eu amo São Paulo! HAHAHA
  16. Tem algum sonho de infância? Se comente qual.
  17. Queria ser atriz profissional. Fiz teatro amador por muitos anos, mas nunca fiz disso minha profissão. Quem sabe um dia?
  18. Músicas que são a trilha sonora da sua vida.
  19. Eu fiz um post exatamente sobre isso, só clicar aqui e conferir!
  20. Uma frase/citação que te inspira.
  21. Tenho tantas... Mas vou deixar um trecho que uma canção que gosto muito (e está na playlist acima): "Seja brasa, brisa ou beira, só vai ser aonde o pé for..."

MINHAS PERGUNTAS
  1. Que lição você aprendeu um dia e nunca mais esqueceu?
  2. Se pudesse escolher qualquer lugar pra se estar agora, qual lugar escolheria?
  3. Se eu blog fosse uma pessoa, o que diria a ela?
  4. De que assunto mais gosta de falar?
  5. Conte um pouco sobre a cidade que você mora. 
  6. O que te faz mais feliz?
  7. Série, livro, filme ou novela? Porque?
  8. Quais são suas metas de vida?
  9. Conte algo engraçado sobre você.
  10. Deixe uma mensagem para seus leitores. 
  11. E por último: Como você se enxerga no futuro? E que ideia tem de si do passado?

Não vou linkar ninguém, porque acredito que a maioria já tenha respondido essa tag :( mas se você leu, gostou das perguntas e ainda não respondeu, sinta-se à vontade pra respondê-las e depois me mande o link nos comentários. Vou adorar ler as respostas de vocês! \o/

Quatro estações

25 fevereiro, 2015
Créditos: Victor Hanacek
Não é de agora que todos sabem o quanto fins de relacionamentos são ruins. Por mais que você termine amigavelmente, seja uma decisão mútua ou qualquer coisa do tipo, alguém sempre fica com aquela sensação de querer mais um pedaço daquele bolo delicioso, mas ele acabou. Aquela sensação de querer comprar algo muito importante, mas sua conta bancária não permite. Enfim, uma certa frustração.

Ouso dizer que após um término, a pessoa passa por estágios, que podem variar entre si. Primeiro vem aquela dor da solidão, que parece não ter fim, que te dá vontade de arrancar o coração do peito e deixar na primeira lixeira que encontrar. Depois, você entra num estado de autodestruição e autoconstrução, mas as pessoas não se encaixam, e você vai e desmonta e remonta tudo milhares de vezes, sem conseguir encontrar o encaixe perfeito. Por fim, você desiste de tudo e passa a aceitar aquela condição como algo que faz parte da sua vida. Mais dia, menos dia, como num passe de mágica, parece que tudo volta ao normal e você segue como uma pessoa renovada.

Nesse momento até pensa em nunca mais repetir esse ciclo, mas uma coisa te digo meu amigo: esse ciclo pode se repetir diversas vezes na sua vida e você pode chegar a pensar que não foi feito para essas coisas.

Eu mesmo passei incontáveis vezes por esse processo, em algumas achei que não fosse sair nunca da solidão, que parecia consumir cada pedacinho de luz que existisse em mim. Outras vezes fiquei tanto tempo me reconstruindo, que cheguei a pensar que esse quebra-cabeças nunca mais fosse montado novamente. Até chegar num ponto em que tudo isso se tornou natural. Lágrimas até surgiam, mas eram represadas. Inclusive cheguei a pensar o mesmo que você, que não fui feito para essas coisas, mas a verdade é uma só: tudo isso acontece para que nos renovemos. Somos como as quatro estações, agora podemos estar num dos invernos de nossas vidas, mas acredite, quanto mais longa é essa época, maior será a nossa primavera.


Ano Novo Chinês no bairro da Liberdade

24 fevereiro, 2015
O ano 4.713 começou na China! Esse é o ano da cabra (yang em mandarim) - ou ovelha e também carneiro, e durante o fim de semana, milhares de pessoas foram às ruas de SP conferir a comemoração em diversos pontos da capital. O mais procurado foi o bairro da liberdade. Tipicamente japonês, mas que abriu as portas pras comemorações dos vizinhos ocidentais. Eu fui conferir a abertura, no sábado. Houve o tradicional desfile do dragão e do leão, feito para espantar os maus espíritos e começar o ano com boas energias.

E a rua estava LOTADA! Pessoas se espremiam perto da corda de segurança (e derretiam com o calor que fazia) para registrar o momento. E eu, claro, estava ali também para registrar tudo pra vocês. Quem me segue no instagram já pode conferir algumas fotos no fim de semana. E agora, colocarei todas para sentirem o gostinho de como foi \o/







Além do desfile, várias outras atividades marcaram o fim de semana por lá. Shows, apresentações, barracas de comidas, queima de fogos... Com certeza, foi uma experiência incrível e estarei por lá de novo ano que vem! E aí, curtiram? Estavam por lá também? Deixem nos comentários!

Aquela música e nossa história incompleta

22 fevereiro, 2015
Créditos: Viktor Hanacek
Estou ouvindo nossa música nesse momento. Engraçado dizer essa expressão "nossa música", quando você nem desconfia de que nossa história foi regada por essa letra. Mas toda história tem sua trilha sonora, certo? Aliás, ainda me pergunto como você definiria nossa história. Se alguém te perguntasse "mas afinal, o que foi que vocês viveram?", o que você responderia? Que foi a menor ou a maior das loucuras da sua vida? Que foi caso de fim de semana ou no fim o caso era mais sério do que pensava? Que eu marquei tua vida ou que meu nome foi marcado ao lado de outros tantos mais? Jamais saberei as respostas, assim como você nunca terá certeza que esse texto é pra você. Mas cá entre nós: Ele é sim. Parabéns.

E sobre a música, te digo que foi nossa sim. E digo mais, se a estou escutando agora foi por sua causa. Me faz rir o quanto não suportava e o quanto você me azucrinava por isso. Veja só, hoje estou aqui cantando estrofe por estrofe, com esse meu jeito descompassado de ser, quando puft: Me veio você. E me lembrei de quantas vezes escutei a canção acreditando piamente que era a nossa história e que íamos terminar cantando felizes com direito à dança desengonçada e olhar apaixonado. Mas não foi bem assim. Tudo bem. Se tem uma coisa que a vida me ensinou é que tem coisa que simplesmente não dá. E não adianta dar murro em ponta de faca. Não há água que bata na rocha chamada "nós" que a faça furar.

Mas é engraçado como seu nome vem a mente com tanta facilidade. Talvez toda essa nostalgia que você me traz seja a mais sincera fonte de inspiração. E quanto só me vem saudades, e nada de dor, me pego feito boba sorrindo. Não pra você, mas de você. De tudo o que você me proporcionou ao longo do tempo.

Nesse momento eu aposto que você está se perguntando: Mas afinal, que raios de música é essa? Peço perdão, mas não irei contar. Só digo que é tão improvável quanto nós. Como o que fomos desde o começo. E o símbolo do quanto mudei por sua causa. E quando falo de mudanças, não são aquelas fúteis e superficiais. Falo de mudança boa. Falo de amadurecimento. E de descobertas. Então me desculpe mais uma vez por não revelar os acordes secretos da nossa paixão impossível, mas prefiro guardá-los para mim dessa vez.

E o porque é simples: No nosso caso, o não-dito sempre teve mais impacto do que o que foi falado. Fomos completos de enunciados mentais, pensamentos que pairavam pelo ar e de olhares que revelavam as mais profundas verdades.

O que senti? | Ron Mueck

20 fevereiro, 2015
Entre os traços e abraços
Entre o medo e a alegria
Há tanto pra se ver
Cada detalhe que faz o ser humano tão único
Tão ser mais que humano

E como um barco sem rumo
O destino nos guia, impiedoso
Em direção ao desconhecido
Que aos poucos vai mostrando sua cara

Carregamos o fardo da vida
Ignoramos os cortes escancarados
E lutamos para que todos os dias sejam dias dignos de viver
Faça chuva ou faça sol
Essa é a nossa sina

O "O que senti?" de hoje traz mais uma exposição! E essa deu o que falar. Filas e mais filas, muitas reportagens e uma repercussão gigante. Todo paulista (e até mesmo pessoas de outros estados) queria conferir as esculturas hiperrealistas de Ron Mueck. E eu fui, junto com a Bruna. Nesse dia fizemos um tour. Primeiro fomos no Banespa, e vocês podem conferir as fotos aqui. Depois, fomos para a Pinacoteca encarar a tal fila.

Ela parecia estar muito grande. Mas para nossa sorte, demorou não mais que 40 min (houve relatos de pessoas demorando 3 HORAS NA FILA, debaixo de um sol escaldante). 

Agora a pergunta que não quer calar: Valeu a pena? SIM! E muito! É incrível a riqueza de detalhes em cada obra. Eles liberam poucas pessoas por vez, então podíamos observar sem problemas. Ela acaba dia 22/02, então se você quer conferir, tem que correr! Sem mais delongas, vamos as fotos:




Curtiram? Se quiserem conferir outras exposições que já visitei é só clicarem aqui e para conferir todos os posts do projeto, cliquem aqui.

Vi por aí: Cinelab

19 fevereiro, 2015
Oi gente! E aí, como foi o Carnaval? Curtiram muito? Dançaram? Ou ficaram jogados na cama? Essa última opção me define muito bem. E nessa minha procrastinação saudável, zapeando a TV encontrei um programa que precisava apresentar pra vocês. E voilà! Eis que surge a nova coluna do Blog: Vi por aí. 


E para estreiarmos, temos o programa Cinelab. Se você gosta de cinema ou sempre se perguntou como as pessoas conseguem aqueles efeitos especiais incríveis, vai adorar esse programa. É uma produção brazuca do Universal Channel em parceria com a Boutique filmes que estreiou no dia 03 de setembro de 2014. Por enquanto, o programa está em hiatus, mas segundo o facebook do programa, no mês de março teremos episódios novos \o/

Mas o que é o programa exatamente? 

Armando, Kapel e Raphael são cineastas e especialistas em efeitos especiais. A premissa do Cinelab é simples: Eles surgem com uma ideia, e a produção do programa estipula uma verba (sempre baixíssima). Com aquela grana em mãos, eles precisam se virar para colocar o plano em prática. E sempre saem coisas muito boas!



Pra completar, tudo tem um toque de humor vindo dos apresentadores. Você ri, se diverte e se espanta com o que eles podem fazer com tão pouco! No fim, a cena gravada passa na íntegra, já editada e com todos os efeitos especiais.

Os horários oficiais são: Quartas às 19:45 no Universal Channel, segundas às 19:45h no SyFy e sextas às 21:30 no Studio Universal.  Mas enquanto os episódios novos não chegam, o Universal Channel está realizando maratonas com os já lançados. E foi assim que conheci essa belezinha de programa!

Gostaram? Já tinham assistido? Vão procurar mais sobre? Deixem aqui nos comentários!

CDB: "Alto" Retrato

18 fevereiro, 2015
No meio da imensidão me vi voar
Tal qual um pássaro
Um avião imponente que cruza os céus
Fiz das nuvens meu manto
Sonhos feitos de algodão 
E assim, pude enfim sonhar
Senti-me tão livre quanto um balão sem mão
Sem rumo certo pra seguir
Sem hora marcada pra voltar
Vi tudo no chão diminuir
Perder formas, perder cor
Virar uma emaranhado de tudo que eu preciso esquecer
E tudo o que me faz ser quem sou 


O post de hoje é uma blogagem coletiva do grupo Coisas de Blogueiras, um grupo de interação no face que agora também possui um blog lindíssimo que a pessoa aqui que vos fala também é colaboradora e postará textos inéditos! Ficou curioso? Clica aqui que dia 19 (amanhã) sairá meu primeiro texto lá. 


Voltando à postagem, o tema desse projeto fotográfico é "Alto-retrato". Isso que você leu, Alto mesmo! O objetivo era mostrarmos a vista de algum lugar, seja da nossa casa, de algum mirante ou lugar interessante da cidade. Então, aproveitei um passeio que fiz com a Bruna do It's Cute por São Paulo para fotografar.


E o lugar escolhido foi o prédio do Banespa, cartão-postal da capital paulista e que tem uma vista incrível! Dá pra ver vários pontos famosos de lá de cima: O viaduto do chá, a Catedral da Sé, a estação da Luz. Se você se interessou, a entrada é gratuita. Demoramos cerca de 40 minutos até conseguirmos subir. Então passamos por dois elevadores diferentes, 5 lances de escadas para enfim chegarmos no objetivo. A parte ruim é que podemos ficar no máximo 10 minutos, mas dá pra aproveitar a vista nesse tempo.


As fotos foram tiradas pelo meu celular (Asus Zenfone 5) usando o modo HRD. Confesso que estou viciada nesse efeito! hahahahah 
Curtiram? Pretendo fazer outros posts fotográficos mais pra frente. E se quiserem conferir as fotos que tiro por aí (inclusive, tem mais desse passeio com a Bruna na exposição do Ron Mueck que falarei mais pra frente aqui no blog) é só me seguir no instagram e ver em tempo real. 

Quando me lembro de você

15 fevereiro, 2015
Créditos: Ryan McGuire
As palavras insistem em martelar minha cabeça. Viraram coro para minhas lágrimas. E sinto minha vida andar em círculos. E foi você quem fez minha vida rodar. Nesse carrossel cheio de altos e baixos fui de queda ao chão. E desde então não tenho coragem de olhar pra dentro de mim mesma. Porque são tantas cicatrizes e tantas feridas abertas que às vezes assumo que ignorá-las pode acabar com a dor. Uso anestésicos e me embriago de coisas sem importância para me manter imune.

Mas quando a dor resolve escancarar, sinto todos os músculos do meu corpo sentirem sua falta. Sinto meus pulsos fecharem de raiva e se perguntarem onde você está. Minha mente e meu coração se rebelam e lutam entre si para te expulsar ou te manter dentro de mim. E no final de mais um dia estou em frangalhos, esgotada de tanta confusão interna.

E é aí que te odeio. Com todas as forças que ainda me sobram. Esse surto repentino me faz querer rasgar tua foto, apagar teu nome, te dizer todas as verdades que até mesmo você sabe que merece ouvir. Te dizer que doeu sim te ver sair andando e provando que o que tivemos não significou nada. E que o teu desprezo ainda dói. Que aquele que eu conheci morreu e no lugar dele existe apenas um fantasma de alguém que costumava ser meu. E no final de todo discurso, amaldiçoar essa paixão que insiste em resistir.

Ah, a paixão...

É ela que desarma minha raiva e só me deixa chorar quieta no travesseiro. Que me faz botar tudo pra dormir e provar mais uma vez, que ela ainda domina todo meu ser. E que não adianta punho cerrado e palavra bruta. Enquanto ela ainda habitar, não há escapatória.

Be my valentine

14 fevereiro, 2015

Tá vendo essas rosas? Pense nelas como o sinal mais concreto do que eu sinto por você. A maciez das suas pétalas representa o carinho que desejo compartilhar contigo. Escolhi entre tantas, aquela que se destacava, pra enaltecer sua beleza que é única. E que me encanta todos os dias. E entre tantas datas, tantos possíveis dias em que pude te abraçar forte e te dizer que seu lugar é ao meu lado, escolhi hoje. Ao redor do mundo, as pessoas celebra seus amores. Outras tantas, estão na mesma situação que eu. Com o coração em mãos, mais que dispostos a entregá-lo à outra pessoa. 

Escolhi esse lugar, onde te vi pela primeira vez. Acredito que você nem se lembre disso. Éramos jovens, eu estava com meus amigos sentados nesse banco e você passou com suas amigas. Ainda tem contato com elas? Acredito que não. Eu também não tenho com os meus. Mas voltando no tempo você estava aqui. Não sei o que elas diziam, mas seu sorriso era intenso. Como aqueles que - hoje eu sei - você só dá quando realmente está empolgada. 

Sim, eu aprendi a desvendar os seus gestos. Acostumei a escutar teus segredos. Após aquele dia o destino tratou de nos juntar e nos fazer amigos. E juntos vivemos altas aventuras. Daquelas dignas de fazer inveja em qualquer locutor da Sessão da Tarde. E quando dei por mim, já não havia mais volta: Estava perdidamente apaixonado por você. 

E não pense que eu tentei lutar contra isso. Por medo de perder tudo o que construímos, me afastei. Mas te ver sofrer sem nem saber o que tinha feito foi mais do que podia suportar. E o que você tinha feito era apenas existir. E completar os meus dias. Então amei calado. Amei sentado esperando o dia de me levantar e te dizer cara a cara tudo o que estou dizendo agora. 

Esse dia chegou. 

Perdoa minhas pernas inquietas e minhas mãos trêmulas, meu corpo já deixou de me obedecer a algumas horas atrás, quando minha vontade era de correr no meio da noite pra sua casa e te beijar, antes de você conseguir ter qualquer reação. Mas foi melhor assim. Porque estamos aqui: Você, suas rosas e eu. E o cenário que será prova eterna do começo do nosso amor. Be my valentine? 

Esse texto faz parte de uma blogagem coletiva do grupo SSB - Sociedade Secreta de Blogueiras (link) cujo tema era VALENTINE'S DAY.

O que senti? | Sexta-feira 13

13 fevereiro, 2015
Créditos: Ryan McGuire
Eu tenho o poder de te envolver. Antes que perceba, já estarei dentro de ti. Sabe aquela sensação que te amolece por dentro, faz bambear as pernas e o coração parar? Culpado! Quando se der conta, já serei a única coisa que você consiga pensar. Esse é meu dom. Talvez seja causador de muitas dores de cabeça e decisões inesperadas. Seja impulsivo, venha comigo. 

Entro nos seus sonhos como um animal sorrateiro. Espero minha deixa e faço minha atuação como manda o figurino. E quando saio de cena, é impossível se esquecer de mim. 

Caminho lado-a-lado contigo. Em cada pequena ação do seu dia. Nem sempre você sente minha presença, mas isso não significa que eu não te observe. Observar é uma das minhas maiores qualidades, inclusive. Analiso cada pequeno detalhe do seu ser. Cada falha de caráter e cada tentativa em vão de melhora. Aquele choro perdido no meio da madrugada. O caminho pro desconhecido. A repulsa por algo. 

Mas dizem que até posso ser o mocinho quando lhe convém. Que já evitei muitas tragédias. Mas creio que presenciei muitas mais. E como um álbum de fotografias, coleto retratos de rostos de todos aqueles que um dia se depararam comigo.  

O que eu realmente sei é que sou personagem constante nessa louca aventura chamada vida. Quando criança, você precisou me enfrentar ao dar seus primeiros passos. Depois ao chegar à escola. Ao se formar. O primeiro emprego. A primeira namorada. A barata do banheiro. O filme da meia noite. Grandes obras primas do mundo foram criadas para mim e sobre mim. Todos os dias travamos batalhas, eu e você. Até o dia da sua morte. Porque eu existirei enquanto existir a consciência. 

Muito prazer. Eu sou o medo.

O "O que senti?" dessa semana veio com um tema diferente e especial. É sexta-feira 13! E com isso, toda a superstição que vem junto com a data. Então, nada mais justo do que dedicar um texto aquele que tem presença registrada: O medo! 

Confesso que não sou muito fã de filmes de terror... Ok, confesso que tenho MEDO deles mesmo hahahaha então ao invés de escolher alguma obra que envolva terror, quis falar do medo propriamente dito. Esse sentimento que sempre nos acompanha.  

Gostaram? Deixem aqui nos comentários o que acharam e sugestões! E se quiserem ler os outros posts do projeto é só clicarem aqui.

Sobre o amor e histórias de cinema

11 fevereiro, 2015

Sabe quando você conhece alguém, aquela pessoa que olha e se apaixona perdidamente, que viveria diversas das cenas românticas dignas de cinema, aquela que você decide que quer passar o resto dos seus dias ao lado? Pois então, encontrei alguém assim. Mas a vida meu amigo, não é um conto de fadas. Não existe o “felizes para sempre” ou o “casal perfeito”.

Ela era imperfeita pra caralho, e eu mais imperfeito ainda. Acontece que por um momento de alguns meses, nossas imperfeições se encaixaram tão perfeitamente que parecíamos ser um só. Nenhum dos dois deixou de ter sua individualidade, ao mesmo tempo que vivíamos sempre juntos. Tínhamos muito em comum, ao mesmo tempo que não éramos nada parecidos.

Ela gostava de dançar e eu dançava pra pagar minhas contas. Ela tinha controle sobre tudo e eu, nem meu cabelo me obedecia. Ela era mestre na arte da culinária, enquanto a única maestria que eu possuía era a de cozinhar um ovo de várias formas diferentes. É verdade que como escritor de fim de semana, ela foi capaz de me fazer esgotar toda a minha criatividade para títulos de poemas. Até perdi as contas de quantos eu fiz e ela não leu, simplesmente por medo de deixar ela ver como eu realmente a via: A heroína que sempre salvava meu dia.

E como toda história, a nossa chegou ao fim. No fim das contas já não éramos assim tão perfeitos um para o outro e nem sempre estávamos felizes, mas terminamos como adultos: com uma bela garrafa de vinho e um “au revouir”. A vida não é uma história de cinema, mas se eu pudesse reescrever esse final, com certeza seria com o mocinho salvando a sua heroína ao menos uma vez, simplesmente ligando para ela no fim de um dia cansativo e dizendo “te amo”.


+QP: Amor de Tinder

10 fevereiro, 2015

Ela se olhou no espelho. Estava realmente muito bonita. Cabelos brilhantes, maquiagem caprichada mas com batom básico pra não borrar. Descreveu sua roupa com os mínimos detalhes pelo whatsapp para ele não se confundir. Ele respondeu "estarei de jeans e camisa preta". Nossa, ótima descrição. Será muito fácil encontrá-lo, pensou.

Ele tomou um banho, passou um perfume e foi. "Espero que seja tão gata quanto na foto. Esses mil filtros que coloca dificulta saber como realmente é". Já havia saído com outras duas nas semanas anteriores. Uma loira, bonita, mas que falava pelos cotovelos. Mais ainda que pelo celular. A outra, uma ruiva maluca, que encheu a cara e deu vexame. Esperava ter mais sorte dessa vez.

Ambos saíram no horário marcado.

Fizeram seus caminhos costumeiros. Moravam em lados opostos, mas com a mesma distância do shopping escolhido. Claro, o lugar deveria ser público e com muita gente. E se o outro fosse um assassino? Não era, mas era melhor não arriscar. Se não fosse o Tinder, jamais iriam se encontrar. Ela morava e trabalhava na zona sul. Ele morava na oeste e trabalhava no Centro. Caminhos que não se cruzariam se não fosse o bendito coração verde na foto do perfil.

Ele chegou primeiro. Já estava se acostumando a sempre esperar. Pensou em comer alguma coisa pra passar o tempo, mas acabou desistindo porque ela poderia se zangar por não ter esperado. Mandou mensagem. Nada. Tentou ligar. Caixa postal. Pensava em desistir quando a viu ao longe. Realmente, era muito bonita. Ela chegou o abraçando e seu perfume exalou pelo ar. Perguntou se queria comer e a moça negou com a cabeça. Virou os olhos e pensou internamente que sentira fome pra nada. Acabou pedindo uma porção e chopp pros dois. 

A conversa estava interessante. Até tinham interessem em comum, além daqueles que o próprio aplicativo diz. Ela gostou do senso de humor dele e ele estava vidrado nas curvas dela. E assim foi se passando as horas, sem que eles nem percebessem. E anoiteceu. Decidiram que era a hora de ir embora. Ele a pegou pela cintura e tascou um beijo desses de cinema. Ela sorriu e se despediu. Cada um foi pro seu canto. 

O beijo foi ruim. Ela achou que ele não teve pegada. Ele pensou que ela deveria ter sido mais ousada. Ambos foram tirando suas conclusões enquanto voltavam pra casa e escolhiam mais algum outro pretendente pelo mesmo aplicativo.

Esse post pertence ao projeto Mais que Palavras (link), onde todos os meses escreveremos baseados no tema previamente votado pelos membros do grupo. O tema desse mês foi INTERNET.
Confira os textos de outros participantes:

O livro, a carta e o sliêncio

08 fevereiro, 2015

Pegou o celular enquanto olhava para o livro a sua frente. Sem saber bem o que falar, discou o número desejado e esperou a voz do outro lado atender.

- Oi.
Silêncio.
- Tá me ouvindo?
- Tô. Desculpa.
- Você me ligando?
- Queria dizer que chegou o livro.
- Gostou?
- Muito! Já perdi um par de horas folheando e viajando entre as páginas.
- Fico feliz que tenha gostado. Espero que aproveite bastante.
- Vai me ser muito útil. Obrigada, mais uma vez.
- Disponha.
- Sei que não deveria ter ligado.
- Tudo bem. Foi por um bom motivo.
- Eu...
Silêncio.
- Você...?
- Eu achei o papel dentro do livro.
- Era essa a intenção.
Risos ecoaram em ambos os lados.
Depois, silêncio.
- E então...?
- Não sei o que falar. Você sempre dominou as palavras melhor do que eu. Eu só sou um cara meio perdido na vida e nos traços.
- Isso é bem verdade. Mas não foi nada demais. Considere um manual de instruções para o uso do livro. E para uso da vida.
- Foi lindo.
- Foi sincero.
Silêncio.
- Me desculpe.
- Pelo o que?
- Por tudo. Pelo babaca que fui e por ter te magoado. Não merecia.
- Não merecia, mas aconteceu. Não guardo mágoa.
- Você é um anjo.
- Não, não sou.
Silêncio.
- Me desculpe. Mesmo.
- Passou.
- Preciso desligar.
- Boa sorte.
- No que?
- Em tudo. Na vida.
- Obrigada. Se cuide.
- Você também.

E o silêncio de ambos os quartos gritou todas as palavras que não foram ditas. E depois tudo adormeceu.

O que senti...? | Amor e Cheiro

06 fevereiro, 2015

Não se pode fugir do passado. E por tantas vezes eu tentei. Busquei correr de todos os meus fantasmas. De tudo o que me rasgava ao meio e me impedia de ser feliz. E por vezes isso me foi suficiente. Essa ideia de que você é o que você mascara. Mas meu amigo, é aí que você se engana. Quando o seu segredo é grande demais, do tamanho do seu peito, mais cedo ou mais tarde ele acaba por te explodir.

Eu amei. Encontrei nos braços dele o alento e a felicidade que buscava. O carinho que sempre julguei merecer. E nossa vida foi um emaranhado de cores, sabores e aromas. Como a mais doce das frutas, nossa paixão serviu para adoçar minha vida. Mas quando deitava a seu lado e o via adormecer, todo o sabor amargo voltava a minha boca e me deixava nauseada. Não havia açúcar no mundo que amenizasse a situação.

Me fechei no meu mundo, fiz dele minha morada e não autorizei ninguém a entrar. Nem mesmo o fruto dos meus suspiros. Por mais que isso o magoasse, sei que a pessoa mais machucada não era ele. Nosso aroma foi ficando podre, e a sensação de rosas e amor foi se transformando em um emaranhado de incertezas.

Não se pode fugir do passado. Muito menos controlar o futuro.



Ishq & Mushq – Amor e Cheiro é um romance de 2008 escrito por Priya Basil. O livro narra a história de Sarna, que possui um grande segredo do passado e vê no seu casamento com Karam a chance de uma vida nova e feliz, longe de tudo o que a assombra. O que ela não sabe, é que o agora esposo também possui segredos dos quais não consegue se livrar. Sarna ficou marcada pelas palavras de sua mãe no leito de morte: “Lembre-se, existem apenas duas coisas que não podemos esconder: Ishq e Mushq. Amor e Cheiro”. Com uma grande paixão pela culinária, Sarna tempera os alimentos na esperança de que esses temperem também sua vida. Mas com o tempo o casal vai se abalando com todos os segredos entre os dois.


É um livro gostoso de ler, principalmente para aqueles que não gostam de romances muito melosos. Foca no casal, mas principalmente na trama que envolve tudo o que escondem. Além disso, há a discussão religiosa (ambos são da religião sikh) e um passeio entre acontecimentos históricos, como a coração da rainha Elizabeth II. O final é emocionante e me fez refletir sobre muita coisa. Recomendo a leitura.

Clique aqui para conferir os outros posts do projeto. 

Carta para o meu antigo eu

04 fevereiro, 2015
Querida (e antiga) eu,

Eu não disse que as coisas melhorariam? Eu sei que algumas não mudarão nunca, mas é incrível como você aprendeu a aceitá-las e não deixa que isso te afete mais. Aguente firme, tudo ficará bem. Você riria se dissesse tudo o que ainda vai viver e presenciar por esse mundão. Coisas que nem em suas longas tardes de imaginação com o papel na mão você iria prever. Falando em papel... Tá vendo isso aqui? Suas palavras foram soltas para o mundo! Eu sei, eu sei... Quem iria ler essas lorotas? Eu te respondo: Muita gente! Logo elas não ficarão mais guardadas e perdidas por aí.

Você também mudou muito. Não fisicamente. Continua com a mesma cara e a mesma quantidade de quilos que nunca sobe, muito menos desce. Mas sua forma de enxergar o mundo é outra. Tudo aquilo que tanto te entristecia te faz ver hoje que você é uma soma de todas essas coisas. Seus planos e sonhos mudaram bastante. Mas não se chateie. Muito menos perca essa determinação que é marca registrada nossa. Vieram outros mais que vale a pena lutar. 

Se pudesse te dar um conselho, te diria para não querer abraçar o mundo. Isso acabou me deixando com algumas frustrações e outras crises de ansiedade. Mas não foi culpa sua. Apenas se acalme, todo o sofrimento que você compartilha de quem ama vai desaparecer. Eles estão felizes. E você também.

Você está formada, parabéns! Não, não é no curso que sempre sonhou (lembra da parte dos sonhos?), mas isso te proporcionou outras mais experiências. Você descobriu novas coisas no mundo. E não era isso que buscava? Você também fez muitos amigos. Aqueles que você imaginava manter permanecem na vida e no coração, mas é incrível como você conheceu tanta gente. De todos os tipos, jeitos, pensamentos. Eles completam sua vida com ensinamentos e histórias. E é conhecida por eles por ser uma pessoa forte e sincera. Lembre-se disso: Você é forte. Isso é algo importante. Você vai precisar se lembrar disso.

E viveu grandes paixões... Dessas de encher os olhos, aquecer o coração e render mil histórias. Nenhuma delas será feita pra durar, mas peço que aproveite cada segundo que tiver, porque de cada uma delas, você tirará lições para a vida toda.

Não quero mudar o nosso passado. Mas se pudesse, ia dizer para que ria mais. Eu sei, já rimos igual criança em dia de circo. Mas rir nunca é demais e faz bem pra alma. Pediria que aproveitasse bem as coisas pequenas e vibrasse como nunca com as grandes conquistas. A vida é boa, querida eu. E creio que estamos aproveitando como podemos.

Um beijo grande do futuro,

Dai. ♥

Essa postagem faz parte de uma blogagem coletiva do grupo Coisas de Blogueiras (link), que tem como objetivo reunir blogueiras e a interação entre as mesmas e também presente no grupo Rotaroots.