+QP: A partida

28 janeiro, 2015

O trem ainda não chegara à estação e ela já não sabia definir o que se passava dentro de si mais. Uma avalanche de sensações tomava conta do seu corpo e bloqueava sua mente. Suas mãos, tremiam involuntárias e sua boca necessitava de algum líquido. Onde acharia água ali? Desistiu da ideia no segundo seguinte e apenas repousou a cabeça sobre as coxas, ansiando que o gesto avançasse as horas como num passe de mágica.

Olhou para o lado onde havia mais alguns bancos. Uma criança brincava sorridente enquanto sua mãe conferia os bilhetes que garantiam sua entrada no vagão que logo chegaria. Imaginou, porém, outra cena. Sentiu o peito apertar enquanto se via ali, com a cabeça encostada no peito daquele rapaz que então, lhe fazia juras de amor. Juntos, planejavam um futuro. Um casamento. Ao ar livre, quem sabe? Sempre imaginou os bancos lotados e o céu como mais uma testemunha.

Esperavam que pudessem concretizar logo. Ele ia arrumar um bom emprego e ela ia se formar na faculdade. Só não contavam que ela precisaria ir para outro estado para que o plano pudesse se concretizar. Mesmo com o coração apertado de saudade, eles ainda aguardavam o tão esperado momento em que seriam pra sempre um do outro.

As lágrimas nesse momento já molhavam todo o vestido da garota, que pedia secretamente que algo apagasse da memória tudo o que veio a seguir. Seus pensamentos, enfim, foram atrapalhados pelo apito do trem que avançava imponente pra chegar à estação.

Era chegada a hora. Talvez não voltasse tão cedo à cidade que foi palco do seu sonho mais sublime. Não depois de ter que ver seu fiel amor ser enterrado e ter que se despedir de tudo o que um dia acreditou. Só queria partir sem rumo, sem pensar no amanhã. Lembrar doía, mas ter que esquecer doía ainda mais...

Esse post pertence ao projeto Mais que Palavras (link), onde todos os meses escreveremos baseados no tema previamente votado pelos membros do grupo. O tema desse mês foi EXPECTATIVAS.
Confira outras postagens participantes do projeto:

A discoteca da minha casa! | Parte 3

27 janeiro, 2015

Hoje é dia do último especial sobre a discoteca da minha casa! E o tema de hoje é: Infância! Eu sei que no post sobre trilha sonoras havia os discos do Chaves e dos Cavaleiros do Zodíaco que se encaixam no tema também. Mas ainda sim, resolvi escolhê-lo, porque quando penso em discos, automaticamente volto à infância. Me lembro pequena, sentada no sofá e balançando as perninhas que nem batiam no chão ainda enquanto meu pai e meu irmão colocavam alguma coisa pra tocar.

Logo na primeira foto, encontramos o disco da Angélica. Podem me julgar, mas eu gostava bem mais desse do que qualquer Xou da Xuxa ahahahaha. E não, esse disco não tem Vou de Táxi. Em compensação tem Blue Jeans, que é muito legal. Sério mesmo! Até deixei o link aí pra vocês escutarem caso não conheçam. De Blue Jeans, de Blue Jeans, tênis velho no pé, de boné... ♪ Não sei se dá pra ver, mas a capa do disco está bem deteriorada, mas é aceitável devido o tanto de vezes que foi usado. O que importa é que o disco funciona até hoje! Sim, fiz questão de testar.


Quem aguenta tanta fofura? Que cocê foi fazer no mato, Maria Chiquinha? Eis a dupla mais querida das crianças e adolescentes dos anos 90. Confesso que sinto falta deles. De cantar Vamo Pulá ou Dig dig joy, vem brincar comigo. E depois de montar esse post, vou correndo caçar uma playlist de músicas deles no youtube. 


Peralá Daiany, você mesmo disse que não gostava...
Não era muito fã mesmo, mas fazer essa postagem e não colocar aquela que foi considerada a rainha dos baixinhos seria muita sacanagem. Acho que esse é o único disco dela que havia em casa. Tinha uma fita que tinha o Abecedário e Vamos Brincar de Índio. Essa eu confesso que até ouvi um pouco mais hahahahaha

Espero que tenham se divertido como eu me diverti fazendo essa série de posts. Se você não conferiu os outros, cliquem para ver a PARTE 1 e a PARTE 2. E continuem ligados no blog que logo terá mais postagens especiais! 

Solte as amarras

25 janeiro, 2015



De onde vem toda essa mágoa que eu vejo em seus olhos? Porque essa vontade de recriar cenários que fazem mal? Eu aposto que já foi ferida suficiente o que os percursos da vida te proporcionaram e ela foi feita para ser uma estrada de mão única. Se engatar a marcha ré vai acabar colidindo e o acidente será feio.

Não há nada de bom em olhar para o passado se esse insiste em martelar em teu peito tudo aquilo que você deveria abrir mão para que sua cabeça repouse tranquila ao final do dia. Se a amargura te acompanha, te abraça e não pensa em soltar mais, não pense que ao fim ela é boa companhia por apenas existir e te perseguir por onde anda. 

Ela é mal que te rodeia, mas é o lembrete mais palpável de que ainda existem assuntos não resolvidos entre você e seu coração. Esse então... Suplica baixinho para que não o abandone à mercê do sofrimento. Que não o escolha como fonte de martírios e mate pouco a pouco todas as emoções, como uma pétala delicada que se desfaz nas mãos inexperientes de quem não sabe manuseá-la. 

Dê um descanso pra que ele volte ao compasso. E use da dor como combustível de um novo começo. Quando ela amansa, só sobram as lições que você bem mantém guardadas à sete chaves dentro da mente como quem guarda o mais valioso dos segredos. 

Liberte-se das amarras que de tão apertadas, andam te machucando e criando cicatrizes. Elas não sumirão se você continuar a assumir que precisa delas. Dance com a dor um tango de despedida, daqueles bonitos que enchem o coração de alegria, enquanto se despede de tudo o que te fez mal. Ao final da canção, o som dos aplausos é o combustível que te fará decolar em direção a seu lugar de paz. 

O que senti? | Mafalda

23 janeiro, 2015

Se o mundo é uma viagem, se estamos de passagem 
Pra quê se desesperar? 
Tá tudo uma loucura, e esse povo cabeça dura se esquece até de se amar
Posso ser tão pequena, mas sei que isso não é certo não
Preciso ficar bem grande, tomar forças e do meu jeito, encontrar uma solução

Eu adoro ser criança, mas quando vejo tanta bagunça, me dá sei lá...
Vontade de abraçar o mundo, de buscar bem lá no fundo algo pra poder ajudar
Se não sabemos viver, como é que estamos nessa vida?
Não consigo entender

Só quero pegar minha vitrola, colocar meu disco do Beatles
E então poder sonhar
Com tudo o que ainda não encontro
Montar, quem sabe um conto
Nessa mente que adora viajar

E então buscar um futuro
Bem além desse muro  
Onde o povo viva em paz
E que queira sempre mais
Aproveitar a delícia que é viver


O "O que senti?" dessa semana traz mais uma exposição super fofa! Essa Mostra está localizada no Palácio das Artes, no centro de São Paulo e comemora os 50 anos da personagem Mafalda. Além de diversas tiras espalhadas por todos os cenários, ainda existem atrações interativas, incluindo um espaço para que você crie sua própria tirinha usando carimbos dos personagens. 

Somos apresentados a todos os personagens complementares e também às coisas que Mafalda ama, como assistir Pica-Pau (em uma sala inclusive a música tema do desenho fica ao fundo!) e ouvir Beatles. 

Há também um espaço para assistir a versão animada da moça. 

Não há filas para entrar, é de graça e vale muito a pena conferir. 







Para o texto, escolhi um poeminha. Algo bem simples, como se fosse tirado da cabeça de uma criança mesmo. Não costumo escrever poemas, sempre me joguei mais nas crônicas e textos, mas dessa vez quis inovar hahahaha

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Naquela praça

18 janeiro, 2015
             

Ainda me lembro de quando a revi. Com aquele vestido que ficava tão lindo nela. Não sei que fim levou. Fazia tantos anos e aquela doce menina havia se tornado uma linda mulher. O batom vermelho que insiste em ficar em seus lábios mostra de longe a vaidade que hoje sei bem que existe nela. Me aproximei, ainda meio sem jeito e sem saber o que falar. Só sabia que a partir daquele momento queria fazer parte de sua vida.

Cheguei a gaguejar. Mas ela riu da minha falta de jeito e me deixou à vontade. De repente já nem percebia as gargalhadas dos amigos que partilhavam a mesa. O único som que meu ouvido gravava era o que saía da boca dela. E entre goles de bebida e sorrisos sinceros, eu quis levá-la dali. Dar uma volta na praça da cidade, talvez. Sentar no banco que fica sempre tão cheio de flores ao redor e quem sabe colocar alguma em seus lindos cabelos negros e cacheados.

Abraçá-la e então apreciar a noite. O vento soprava forte, mas a lua estava imponente no céu admirando a cena daquele restaurante qualquer que eu nunca mais esqueci o nome.

Tomei coragem e a chamei pra conversar. Fomos na frente dos outros, tranquilos, falando sobre o mundo e sobre todos os assuntos mais desinteressantes possíveis pra disfarçar a timidez. O olhar dela se voltava para o chão mas aquele sorriso tão aberto e sincero que só ela tem permanecia no rosto. E por um passe de mágica, todos os outros desapareceram ao redor. E a pracinha estava lá. Iluminada pela lua e pelas luzes da cidade. Iluminada pela presença daquela moça.

Ficamos abraçados por horas. Não havia necessidade de se falar alguma coisa. Estava estampado em nossas caras que apesar dos anos, o desejo que tínhamos de nos pertencer ainda vivia. E não teve destino, caminhos opostos, obrigações e até o meu mau humor que me caracterizava tão bem no passado. Nada daquilo importava naquele momento. Porque estávamos no primeiro capítulo da história em que éramos protagonistas juntos.

Foi então que a beijei. E tive a certeza de que era com ela que precisava ficar. 

Já fazem alguns anos, e todos os dias eu ainda sinto essa mesma sensação. Me sinto como o garoto perdido que gagueja perante a imponência e força dessa mulher. Mas apesar das diferenças, daquela música que eu odeio ou da minha roupa que ela secretamente sonha em queimar eu sou todo dela. E ela é só minha.

O que senti? | Castelo Rá-Tim-Bum

16 janeiro, 2015
Ao abrir a porta, era como se o mundo passasse em frente aos olhos. O meu mundo. Me vi com passos de criança, desbravando o mundo e o que estava por vir. E o festival de cores, sons e lugares me encheram os olhos e a vida de alegria. E eu entrei em outra dimensão. Senti toda a emoção tomar conta de mim. 

Me permiti voltar à inocência, a rir por bobagem, a cantar alto sem vergonha de quem pudesse ouvir. De abraçar e ser feliz apenas por existir. E a cada lugar novo dessa caminhada, poder ter a certeza de que cresci feliz.   

Revi minha infância. Doce criança cheia de sonhos. Com a cabeça nas nuvens sem medo nenhum de flutuar. Me vi em frente a TV, espectadora de mim mesma. 


Quis ficar. Me prender entre os corredores desse castelo de ilusões que me fez tão feliz de novo. Esquecer do resto do mundo e focar apenas nas coisas boas. Ri de mim mesma. As coisas boas, além de naquelas paredes, estavam dentro de mim. Presas na memória, guardadas no coração... 



O post de hoje é sobre algo que me encheu de nostalgia e acendeu minha criança interior! Eu cresci assistindo Castelo Rá-Tim-Bum. Foi parte constante da minha infância e confesso: Eu tinha medo do Doutor Abobrinha! hahahahaha

Pra minha felicidade, foi anunciada a exposição e depois de muito preparo, conseguimos comprar o ingresso online e fomos bem no comecinho. Dizem que agora está uma LOU-CU-RA! E as pessoas estão pedindo para prorrogar mais uma vez. Acredito que isso não seja possível, já que existe outra exposição (desta vez com obras sobre a série) programada após o fim desta.

A exposição cumpre bem seu papel. Antes de entrarmos encontramos uma maquete do castelo e a porta reproduzida fielmente! Já no começo nos deparamos com um Nino holográfico (esse da foto do título) nos dando as boas vindas e aquecendo o coração para o que estava por vir...

Daí pra frente nos deparamos com todos os cômodos e personagens do Castelo. Tudo sempre muito interativo e fiel. 

Algo que acabei comentando com meus amigos é que haviam pouquíssimas crianças acompanhando. O grande público da exposição era formado por jovens e adultos, acima dos 20 anos que observavam encantados cada detalhe. Com certeza, foi uma experiência única que jamais vou esquecer! Deixarei mais algumas fotos para vocês conferirem:

            
            
            
            
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A discoteca da minha casa - Parte 2

13 janeiro, 2015
       

E aí, brotos! Está no ar a parte 2 da série de posts sobre a coleção de discos que tenho aqui em casa. Se você perdeu a parte 1 é só clicar aqui. E o tema de hoje é: Bandas!

E já pra começo de conversa, já começamos com Menudo. Você pode não ter vivido a época de ouro deles (eu mesma não vivi) mas deve ter cantado pelo menos uma vez na vida Não se reprima, não se reprima, oooh... E antes que você me pergunte, qual desses é o Rick Martin vou ter que desapontar e dizer que ele não fez parte da formação original e portanto, não está nesse disco. Inclusive, pesquisando sobre o grupo descobri que nada menos que 37 garotos passaram pelas diversas formações!


     

Baila, baila comigo. Baila, baila, mi amor... Muito antes de One Direction, N'Sync e Backstreet Boys, havia o dominó. Que arrasou os corações das mocinhas brasileiras. Assim como o Menudo, contou com várias formações diferentes. E entre diversos rostos, um é bem conhecido pelo público hoje. Dança, gatinho, dança... Antes de virar apresentador, Rodrigo Faro dançou bastante ao som de Manequim e Baila Comigo, maiores sucessos da boyband.

     

Deu pra ver que disco de boyband não falta nessa casa, né? haahah E após uma rápida pesquisa, porque não conhecia absolutamente nada sobre o Tremendo, descobri que são uma versão argentina do Menudo e que aqui no Brasil fez sucesso com apenas uma música, chamada "Isso é tremendo".

     

A banda norueguesa A-ha é queridinha por muitos (por mim, inclusive!) e esse ano completa 30 anos de carreira. E virá ao Brasil para o Rock in Rio, evento que também comemorará 30 anos de existência.  

     

E pra terminar, deixo pra vocês todo carisma e esse cabelo ma-ra-vi-lho-so de Alexandre Pires em sua época de Só pra Contrariar. Junto com ele, vem toda uma boyband. Homens de todos os estilos e gostos, pra agradar a mulherada! ahahaha


E com isso chegamos ao fim da parte 2! Semana que vem teremos um tema todo especial. ♥

Carta a quem partiu o coração dela

11 janeiro, 2015
      

Olha moço,

Há tempos que queria lhe dizer algumas coisas. 

Sempre percebi seu jeito de quem tinha o mundo ganho. E posso até acreditar que seu coração havia sofrido tempos atrás. Faz parte da vida. Mas você precisa aprender que colocar outras pessoas na sua bagunça é golpe baixo. Tentar tapar o sol com a peneira pro seu bel prazer foi a atitude mais egoísta que você já teve na vida. E se a tal lei do universo existe, um dia ela volta contra você e vai te fazer repensar todas as atitudes feitas no passado.

Desculpe se estou sendo franca demais. Mas ela é o mais doce dos seres humanos. Eu sei que tem consciência disso. E tudo o que fez foi abraçar o amor que ela te deu até que sua cota estivesse completa. E depois fechar a porta sem olhar pra trás, atrás de qualquer outro prazer que não ligasse pra esse teu jeito incompleto. 

E ela sofreu. 

Sofreu vendo teus outros amores dizendo palavras que ela queria dizer. Em ouvir de outras bocas que a sua boca já pertencia a outro alguém. Que outra moça habitava o lugar no sofá que antes ela sentava só para te encher de cafunés enquanto você assistia o jogo do seu time do coração. Todas as lembranças tão vivas na memória dela foram apagadas da sua num piscar de olhos. 

Pude ver a garota do sorriso aberto se desmanchar em lágrimas por sua causa. Vi o coração mais cheio de vida sofrer tentando entender o porquê. Bolamos mil teorias para que ela ao menos pudesse descansar em paz no travesseiro sem que a lembrança do seu rosto viesse a mente. E foram dias, meses... Até que ela percebeu o óbvio. 

Você não a merece.

Então pode continuar com mil amores por aí. Pode viver sua vidinha de solidão infinita o quanto quiser. E nem precisa tentar se justificar mil vezes com meias verdades. Ela não precisa das suas desculpas, muito menos quer te ver. A vida dela se encheu de cores novamente, enquanto a sua será eterna escuridão... 

O que senti? | O tudo, o nada e o mundo...

09 janeiro, 2015

    

Você desperta em mim a melhor das sensações.

Me leva para outra atmosfera. Eu prometo me misturar no seu cosmos e orbitar ao seu redor. Esqueça todas as vozes dizendo que não sou bem o que você quer. Porque o que você realmente quer, está na paz desse quarto. E esse medo bobo é o que te separa de mim, te faz escapar dos meus braços e transforma tudo em nada.

Por isso eu estou aqui, sem pensar muito nos porquês nem pra-quês pra te ter do meu lado. Pra dizer que talvez a nossa grande loucura seja a nossa simples solução. E que ilusão maior é mascarar nossa realidade.


Nem precisa falar nada. O que a gente tem, não precisa de fatos nem de exclamações. Precisa mesmo é de fim de tarde na montanha, de passeio na lagoa, de tarde desocupada. De você e eu, e o mundo como cenário. E no fundo nós sabemos, que apesar dos percalços, com os pés descalços, nós caminhamos juntos. E quanto mais você foge, mais teus caminhos se grudam aos meus.

E se mesmo assim, você decidir que o melhor é simplesmente ir, que tenha a consciência de que foi você quem quis e o que te faz feliz vai me entristecer. Então é bom que vá sem olhar pra trás. Sem mais delongas. Eu ficarei aqui orbitando em volta do que você deixar. 
Bilhete da Garrafa

Zimbra é uma banda formada por 4 amigos de Santos. O CD "O tudo, o nada e o mundo" foi lançado em 2013 e ganhou o prêmio RockShow na categoria Disco do Ano. Conheci o trabalho deles através dos artistas sugeridos do Spotify. Aliás, ando conhecendo muita coisa boa por lá! E resolvi colocar no "O que senti?" dessa semana. Não sabe como funciona? Clica aqui pra ler toda a explicação do projeto. Se você já sabe o que é, solta o som:


Curtiram? Tem alguma sugestão para aparecer por aqui nas próximas semanas? Só colocar nos comentários!

A discoteca da minha casa!

06 janeiro, 2015


     Bilhete da Garrafa | A discoteca da minha casa!

O post de hoje vai ser um pouco diferente dos demais. Após o boom da internet, dominada por Itunes, YouTube e Spotify, é cada vez mais raro encontrar pessoas que ainda guardam seus velhos vinis e que ainda possuem vitrolas para ouvi-los. Mas o que anda se observando é que os aparelhos analógicos estão caindo no gosto do povo novamente. Câmeras instantâneas, artistas que lançam seus álbuns em versões exclusivas... É o retrô sendo cult.

Meu pai sempre gostou de coisas antigas. Aqui em casa tem de tudo um pouco: De TV's e sons até Geladeiras e um Fliperama! Mas se tem uma coisa que ele não abre mão, é sua coleção de discos antigos. Ficam todos empilhados em prateleiras e tem de tudo o que vocês imaginarem hahaha

Não cheguei a contar. Mas acredito que tenha uns 200 discos ali. Então, resolvi fazer uma série de posts mostrando um pouco sobre eles. Sairá todas as terças de Janeiro e cada semana terá um tema diferente. O de hoje é: Trilhas Sonoras! E começarei falando sobre o disco que estampa a foto principal do post (e um dos que tenho mais ciúmes): Isso, isso, isso. É o Chaves!

O homem e o mar

04 janeiro, 2015

Ele queria entrar no mar. Lavar a alma, todas as memórias ruins e as coisas que tenta esquecer. Sentir cada gota da água salgada gelar seu corpo, enquanto o sol escaldante esquenta a sua alma. Pensar, enfim, em nada. Em si. Mergulhar dentro da sua alma e abraçar seu próprio eu. Perceber que aquele ano que apenas começava, era o ano da sua vida. Dos seus planos e de tudo o que quiser. Era o ano dele com ele mesmo.


     Bilhete da Garrafa | O homem e o Mar


Buscava o mar. E como quem vai ser rumo pela vida, num gesto inesperado, juntou as coisas e foi viajar. Cruzou cidades, viu paisagens passar tão rápido quanto os anos que já vivera e pessoas nas estradas e nas casas ficarem pra trás como amigos que não mais encontrara e aqueles que precisou dizer adeus ao longo da caminhada. Apenas sorriu. Desligou o celular como quem se desligava do mundo e fechou os olhos, ansiando tudo de bom para si.


E já ao longe avistou o que tanto desejara. Mais do que a paisagem que existia ali, avistou a paz que precisava pro seu ser.

Sentou na areia e afundou os pés. Algumas nuvens encobriam o sol, mas alguns raios se infiltravam deixando a paisagem ainda mais bonita. E observou aquele que era seu objetivo. Tão imponente, dono de si, jogava suas ondas em direção a areia que, sem forças para lutar, ia e voltava com ele. E com a água apareciam conchas, estrelas do mar, pedaços daquela paisagem que funcionava tão harmoniosamente.

Foi aí que se sentiu vivo. E como quem encontra seu caminho, seguiu em paz às ondas que quebravam. E tudo fez sentido lá dentro da imensidão.

Logo era a hora de partir. De voltar pro monótono e pra rotina. Pra angústia e os problemas. Pra tudo aquilo que ele fugiu. Mas sentia-se diferente. Algo havia mudado. E ele não tinha mais medo. Chegava ao fim ali sua jornada, mas sua vida estava apenas começando...

O que senti? | Quando em Roma

02 janeiro, 2015
      Bilhete da Garrafa | O que senti? - Quando em Roma

Eu sempre achei que tinha as respostas certas. Que minha vida era completa e minhas certezas eram a razão máxima. Não porque eu gostasse de bancar a moça do coração congelado. Mas é que sempre que me entreguei para alguém, acabei com uma incrível coleção de decepções. E aprendi a me fechar.

Busquei nas horas, nos traços do destino ou nas curvas da história qualquer solução que me fizesse racionalmente perceber que sozinha sou mais feliz. Descobri que sendo só, caminhava melhor.

Mas aí você apareceu. Me fez sorrir. E eu desmontei. Esbarrei nos medos, tropecei nas incertezas, mas mesmo sem perceber, agora caminhava até você. Me banhei de incertezas e de dúvidas. Entre um gole na garrafa e uma lágrima caída, desejei você pra mim. E como em um passe de mágica, estarmos juntos até o fim dos tempos.

E foi aí que tentei fugir dessa confusão toda que você me arrumou. Se tudo era um acaso do destino, que esse moleque travesso tratasse de consertar de uma vez! 


E eu corri. De você, dos medos, das lembranças, do amor. Passei de 100 km/h nos meus pensamentos tantos. Mas por onde eu andava, você estava lá. E quando a ficha caiu, eu quis te fazer feliz e mais do que te enxergar, passei a te sentir.

Bilhete da Garrafa

Começando os novos projetos para 2015, apresento pra vocês o primeiro do ano: "O que senti?"

- E como funcionará?

Não sou muito fã das "promessas de ano novo". Mas nesse, decidi descobrir e explorar novas coisas. E quis compartilhar minhas descobertas com vocês de uma forma diferente. Mais do que apenas descobrir, decidi colocar no papel o que senti durante. O resultado será crônicas, cartas, textos... O que vier na mente. Por fim, ao final do post, darei um breve resumo para que aqueles que não conheçam possam ter uma ideia.

E nessa apresentação, escolhi o filme "Quando em Roma".

Quando em Roma é um filme americano lançado em 2010, com Kristen Bell e Josh Duhamel no elenco. Conta a história de Beth (Kristen Bell), que é curadora de artes e durante uma viagem para a Itália para o casamento de sua irmã, rouba as moedas da Fontana D'Amore, conhecida por ser cartão postal dos apaixonados que pedem por seus amores. Após esse fato, os donos das moedas automaticamente se apaixonam por Beth, entre eles Nick (Josh Duhamel), que estava no casamento e despertou algo na loira...

É uma comédia romântica gostosa de assistir, boa pra aqueles dias que só queremos colocar os pés pra cima do sofá e relaxar.

E então, gostaram da novidade? Tem algo para sugerir pra ser pauta das próximas semanas? Corre nos comentários então!