Sobre as paixões de passe livre

29 outubro, 2014


Seu coração pode estar livre, sabe? Com aquela sensação de amar somente a si mesmo. Aquela paz que te faz sentir melhor. Pensar em tudo menos em alguém. Não precisar de outra pessoa pra sorrir. Não relacionar canções melosas ou frases de filme da sessão da tarde.  A fase que a maioria das suas amigas jura ser pura fachada, por não acreditarem que esse estado de espírito realmente exista. Você não faz mais dos chocolates seu principal aliado. Talvez até faça nos tempos  de TPM. Mas para por aí.  Você volta a focar nos seus planos, nos projetos abandonados. Pensa naquela viagem que sempre teve vontade, mas que nunca tinha pique suficiente para fazer. E seu principal pensamento é sempre o "Me, myself and I".

Mas sejamos sinceros. Todos temos alguém que nos balance, nem que seja por alguns segundos a cada meses ou anos. E quando essa pessoa volta pra sua vida, entra sem nem bater, é meio difícil simplesmente ignorar. Ainda mais se ela significou algo pra você. Ou significa muito pra você. Não é nada demais, sabe? A vida vai continuar, os caminhos vão seguir por rumos diferentes. Mas faz parte da vida ter esse momento. E ver ele passar como todo o resto passou. E ver ele se repetir algumas vezes mais. 

Você sabe que não vão casar, ter 3 filhos, uma casa de praia e um cachorro como mascote da "família margarina". Vocês nem tem a certeza de que se encontrarão novamente. Mas de vez em quando seus destinos se cruzam com a mesma rapidez com que somem novamente. E é legal. Pra ambas as partes. 



É aquela paixão que tem passe livre na sua vida, e que já deixou de fazer mal há muito tempo. Agora só traz coisas boas . Histórias novas, risadas, uma companhia gostosa e uma química incomparável. E tá tudo bem pra você. Tá tudo bem pra ambos. Porque no fundo vocês são companheiros de aventuras. São conselheiros. São ombro amigo. Parceiros de bebida. Ou o que mais vier. Não importa quanto tempo dure cada vez. E é exatamente isso que garante o passe livre na vida do outro.

E se não der mais? Afinal, tudo o que vai, um dia deixa de voltar.

Ficam as lembranças boas, os carinhos ousados, os sussurros ao pé do ouvido. As histórias para serem contadas na roda de amigos. O mais puro sentimento de nostalgia. Que te faz querer guardar o passe dentro da memória, e no museu de preciosidades dentro do coração.

Próxima estação

27 outubro, 2014


Ela se olhou mais uma vez pela tela do celular para ver se havia algo errado com sua maquiagem. Assim como há 5 minutos atrás, não havia. Olhou pela janela e observava as pessoas nas estações. Elas iam e vinham, passos apressados, olhares no relógio, mãos dadas ou batucando no ar alguma música agitada. Respirou fundo, sentiu as mãos suarem. Já fazia tanto tempo... Não sabia ao certo como deveria agir, o que falar. Mas tinha certeza do que sentia, e isso a assustava ainda mais. Olhou o horário e afundou-se no assento, tentando não pensar demais.  Próxima estação: seu destino. Os passos rápidos combinavam com as batidas do seu coração. Olhou para cima e ele estava lá. O mesmo cabelo bagunçado, o mesmo sorriso torto e os olhos que brilhavam ao admirá-la em seu desfile tímido ao seu encontro. 

Era tão bom sentir aquele frio na barriga que só acalmava quando ele a abraçava.

Abaixe as Armas

22 outubro, 2014

Respira fundo, olha nos olhos dela e diz tudo o que te incomoda. Chegou a hora de colocar as cartas na mesa. Você ainda não cansou desse campo de batalha? Abaixa as armas e o tom. Para de acusar e reconhece seus próprios defeitos e erros. Ela está ali, tão perto e tão longe. Sob as mesmas paredes que você mas com o pensamento em cada palavra que você disse e a magoou. Procurando por uma palavra mágica que acabasse com tudo isso que divide mais ainda vocês dois. 

Talvez a saída mais fácil fosse fugir, e você é realmente bom nisso. Mas algo faz com que você fique. E tente. Mas talvez esteja tentando da maneira errada. Se aproxima e não fala nada. Abraça e deixa ela chorar as mágoas que estão remoendo. Chorar as brigas, os insultos, os gritos. Deixa ela lavar a alma e soluçar baixinho no seu peito. Se ela ainda está aqui é porque ainda sente que vale a pena. É porque algo dentro da cabeça e do coração dela diz que isso ainda tem jeito. É só vocês cederem. 

Pega ela pela mão e diz que precisa dela. Que vocês vão superar tudo isso. 



Escuta as queixas dela e assume tua parcela. Diz tudo o que te chateia também. Fala que sente falta daquele sorriso que ela tinha e que iluminava seu dia. Diz que está disposto a fazer de tudo por vocês se ela também se comprometer. Ela está esperando sua atitude para se atirar de cabeça novamente. Tudo isso é só o jeito dela de se proteger. Ela não quer mais se magoar. Ela tem medo, tem dúvidas e precisa que você sane tudo isso. Ela precisa confiar em você. 

Deita com ela na cama e fica ali em paz. Deixa o silêncio acalmar os corações e fazer vocês se aproximarem novamente. Relembra o quão bom era tê-la em seus braços. O quanto você adorava o cheiro dos cabelos dela. E o quanto a pele dela é macia e quente. Dá risada do jeito todo desengonçado dela de se ajeitar na cama. Jeito que ela jura ser o mais confortável e que para você parece uma manobra acrobática. Aos poucos você vai relembrando de tudo o que te fez se apaixonar por aquela mulher. Todos os pequenos detalhes que fazem dela única. 

Guarda essa imagem na cabeça. Para toda vez que a raiva vir, você lembrar que a paz que você tem no abraço dela, você não vai encontrar em lugar algum. Que os beijos que ela te dá são os mais puros e sinceros possíveis. São todos pra você. Então para de bobagem. Pula de cabeça com ela. Agarre-a e não a deixe ir embora nunca mais. Só não deixe para abaixar as armas quando ela já tiver abandonado a trincheira.

Chegue mais...

18 outubro, 2014


Te prendo com os olhos e te lanço um feitiço que te traga ate mim. Descubro e decifro teus sorrisos e rio da tua cara de sono e espanto ao perceber que vai se atrasar. Te pego pelo braço e te levo pra desbravar o mundo comigo. Você tem jeito de que gosta de aventuras. Mal sabe você que a maior aventura da sua vida ainda nem começou. A aventura de se perder nos meus olhos e nas minhas neuras. Fica tranquilo e não tem medo de me perder. Até porque, você nunca vai me ter de verdade. Longa história e várias teorias. Talvez eu tenha mesmo algum trauma, só afaste as pessoas e tenha problemas em me relacionar. Mas liga não, quando eu beijar sua boca e te fazer um cafuné você nem vai lembrar disso. Só vai querer se aninhar no meu peito e sorrir.





Escreve na areia meu nome e deixa a água do mar levar tudo aquilo que te deixa com receio de mim junto com ela. Vamos caminhar lado a lado por alguns instantes, os pés descalços, os sapatos nas mãos e a cabeça nas nuvens. Ninguém pode nos julgar. É difícil ser feliz nos dias de hoje, parece que as pessoas não querem mais. Mas eu gosto de ser do contra e quero aproveitar cada momento dessa vida que não fica e não para. Se você vier comigo experimentar essa sensação, prometo que não vai se arrepender.

Me liga de madrugada pra falar algo banal e sem importância que só nos dois entendemos e ouve minha risada ecoar no silêncio do quarto escuro enquanto mentalmente te xingo por me acordar para, em seguida, adorar o fato de você lembrar de mim em cada pequena coisa. Sou muito mal humorada quando acordo e se não durmo muito, você vai acabar percebendo cedo ou tarde. Mas você vai conseguir me desarmar. Fica com medo da cara de brava não. Cão que ladra, não morde. Não é assim que dizem? 




Reclama do meu gosto musical, do meu filme preferido, daquele seriado que não canso de assistir. Finjo que fico ofendida mas na verdade eu adoro que me provoquem. E aguenta firme, porque eu adoro provocar. Entende que o meu jeito é meio torto, mas entre os caminhos, você consegue se achar. Entra sem bater, fique a vontade e volte sempre que puder.


Blogagem coletiva: Especial Dia das crianças!

11 outubro, 2014


O que aprendi assistindo a desenhos e series infantis?

Uma das grandes paixões que tenho hoje (e meu maior vício) é acompanhar seriados. Em média acompanho 20 por vez. Sim, não é nada fácil conciliar trabalho, vida social, estudos e aquele piloto fresquinho que não vejo a hora de conferir. Esse hábito eu carrego desde pequena e vou reservar esse post para falar sobre ele. Como o próprio título já mostrou, faz parte de um projeto de blogagem coletiva, e no final do meu texto, deixarei o link dos outros blogueiros para que possam conferir também.

Como toda boa criança, sempre gostei muito de desenhos. Passava horas em frente a TV assistindo o extinto TV Cruj (Cruj, Cruj, Cruj, tchau!) e os demais programas, principalmente os do SBT e da Cultura. E entre um e outro, surgia na programação programas um pouco diferentes, mas que chamavam a minha atenção. Foi aí meu primeiro contato com o universo seriador. Vou começar citando um que fez parte da infância da maioria entre 20-30 anos e que está sendo relembrado agora graças à exposição que está acontecendo no MIS: Castelo Rá Tim Bum. Adorava todos os personagens, com exceção do Doutor Abobrinha, porque sim, eu tinha medo dele! Aquele medo de levantar e sair correndo da sala quando aparecia. Mas os outros personagens me encantavam. Encanto esse que eu pude reviver esse ano visitando a exposição. 



Além deles havia outros que não perdia um episódio: Mundo da Lua, Três é Demais, Eu, a Patroa e as Crianças, Chaves, Chapolin, Um Maluco no Pedaço, As Visões da Raven, Blossom, Punky, Sabrina... Apesar de não acompanhar fielmente, até porque acompanhar seriados na TV aberta do Brasil é complicado, já que dificilmente eles passam os episódios na ordem certa e às vezes pulam temporadas inteiras! Mesmo assim, me deliciava passando as manhãs e tardes acompanhando todos. Foi aí que descobri minha paixão pela comédia em geral (salvo raras exceções como Lois e Clark, a maioria das séries que via eram comédias)





Alguns anos e muitas maratonas depois, continuo admirando e gostando dessas séries que fizeram parte da minha infância. Posso assistir qualquer episódio de uma delas e pode ter certeza, gargalharei como se fosse a primeira vez. Sem dúvidas, elas fazem parte do que sou hoje. Não definiram apenas meu gosto. Me fizeram torcer por casais (hoje sei que o termo certo é shippar e, cá entre nós, sou ótima nisso), rir, se emocionar, aprender lições de vida importantes como valorizar seus amigos ou sua família, mesmo que ela não seja exatamente como você esperava (ouviu Sr. Kyle?). Talvez muitas pessoas não entendam esse verdadeiro carinho por séries. Mas posso dizer não só minha infância, mas toda minha vida adulta foi repleta de aventuras e amigos que as telinhas me deram. E eu digo a vocês, que isso não tem preço.



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10 outubro, 2014


Você se foi. E eu fiquei aqui digerindo tudo. Tentando encontrar alguma frase, alguma música, algum momento que me fizesse entender em qual curva do caminho tudo deu errado. Claro, tudo em vão. A vida na verdade, não te dá esses porquês. A vida nem tem esses porquês. E quanto mais eu digo para mim mesma que não deveria ligar, que é apenas consequência e que tudo vai passar, eu ainda preciso de respostas. Essa minha mania besta que querer entender tudo. De manter o controle mesmo sabendo que nunca sei como agir diante das coisas. É difícil. É duro. Mas você tem que continuar. Só Deus sabe quantas vezes eu repito essa frase dentro da minha mente, pra no segundo seguinte chegar a conclusão: Mas quem disse que eu quero continuar? Quero apenas voltar para aquele mês, onde tudo parecia perdido e você chegou como minha salvação. Quem diria que, tempos depois, eu voltaria a mesma situação de antes. Mas você não liga. Nem me liga.