Pequenos devaneios

16 setembro, 2014





Teu jeito ainda está inteiro na minha memória. Teus gostos e manias ainda estão em volta de mim. Não faz tanto tempo que você se foi e não se sabe quando - e se - você vai voltar. Lembro do teu conselho de que as coisas são como são e que não adianta lamentar. Só lamento não ter mais sua risada num domingo frio onde o melhor programa era não fazer nada. Comecei um novo livro, pra ocupar a mente. Comecei uma nova série, aquela que você chegou a me recomendar e eu adiava por pura preguiça, pra ocupar minhas noites. Espero poder comentar o quanto eu gostei em breve. Agora estou a procura de algo que ocupe a saudade. Essa é a que mais anda invadindo minha casa e minha vida. 

Onde foi parar sua voz nos fins de noite me contando detalhes sobre seu dia? Sei pouco sobre você agora. Por onde anda e o que está sentindo. Se está aproveitando a nova vida ou só segurando as pontas como se não houvesse outra opção. Eu queria poder te abraçar e acalmar todos os seus medos. Mas seu forte, realmente é forte demais pra derrubar. 

Sinto falta do teu abraço, que me aquecia e me acalmava independente da situação. Era ali que eu me abrigava por algumas horas e esquecia do resto do mundo. Sinto falta de olhar nos teus olhos e não dizer nada. Apenas estar ali. E olhar. E enxergar. E pensar. Sabe-se lá o que fosse. Um movimento tão cotidiano mas que parecia significar algo mais ali. Algo que até hoje não soube entender. Sinto falta dos seus beijos, que desde o começo encaixavam tão bem nos meus. Sinto falta de andar sem rumo pela rua, de te beijar na chuva, de te cantar minha música preferida, e fazer você dançar no ritmo dela, só para me acompanhar. Cada pequeno detalhe do que foi todo esse tempo com você. 

Não me apaga da tua memória cansada, não me risca dos seus planos, nem deixa meu número esquecido entre os milhares de contatos do seu celular. 

Volte pra minha vida, só pra eu ser a mesma chata que te faz rir, que te irrita por reclamar de tudo, que te encanta pelos detalhes que só você mesmo consegue observar. Permita-se tentar e me permita estacionar na sua vida, com toda minha bagagem de erros e acertos, pra dessa vez errar o mínimo possível. E te fazer feliz. Como eu sei que éramos. Como eu sei que ainda vamos ser. Talvez eu seja a tola que não desiste nunca. Mas eu quero tentar, até que as forças esgotem e que eu perceba que tudo foi em vão. Ou não.

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