Dia cinza

07 novembro, 2013


Hoje o dia está tão cinza, tão nublado. Bom para um café, ou quem sabe terminar aquele livro que tanto tenho enrolado para chegar ao final. A ausência do sol não me incomoda. Pelo contrário, parece que o tempo virou um reflexo de quem eu sou. Longe de ser dramática ou tentar bancar a indiferente. É que faz tempo que o sol não brilha dentro de mim. Permita-me que lhe explique. O caso aqui não é de profunda depressão e não estamos lidando com uma pessoa amargurada com a vida. Bom, esse último talvez seja um pouco verdade. Mas que ser humano não se revolta às vezes com as jogadas do destino? De qualquer forma, o que estamos tratando aqui não tem diagnóstico preciso. Talvez seja só mais um famoso caso de senso de realidade.

No player, aquela música que me faz pensar sobre a vida, a existência e todo o resto insiste em ecoar. A cabeça em mil lugares e mil situações. E nenhuma delas com unicórnios, arco-íris ou campos de jujubas. Só a realidade, apresentando seus golpes de mestre e mostrando que a vida que você sonhava, na maioria das vezes não é a vida que você vai ter. E não há mal nenhum nisso. Faz parte do ciclo da vida. A música repete. E repete. E repete algumas vezes mais. O refrão já decorado sai como as palavras mais fáceis da minha boca. Faz frio. Bastante frio. E minhas mãos congelam enquanto tento colocar em palavras o que se passa na minha cabeça. Talvez só a letra da música já exemplificaria. Mas eu gosto de complicar. E de me expressar.

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