Sobre órbitas e galáxias

02 novembro, 2013
 

Acho que perdi um pouco da minha noção quando me encontrei no seu olhar. E todos os astros conspiravam e vibravam ao redor. Um compilado de estrelas que iluminavam tudo aquilo que eu teimava a esconder. A lua, o sol e o mundo foram testemunhas do espetáculo. Mas dois carros em alta velocidade indo em direções opostas tendem a se colidir. E o mesmo acontece com os dois mundos que não tinham total intenção de se aproximarem, mas que por um golpe do destino, ou com o movimento das galáxias, entraram na mesma órbita e se dispuseram a co-existirem no mesmo lugar.

Foram meses estando perto do sol, os pássaros assobiavam músicas alegres e florescia dentro da alma. O frio que cortava a cidade naqueles meses era abafado pela atmosfera incessante que pairava ao redor. E tudo parecia tão dentro do seu tempo. Seguindo seu curso entre as rotações e todo o mistério que cerca. Mas como eu disse, tais mundos iam em tal velocidade que era impossível saber onde iam parar, mas era provável prever que a batida estava próxima.

Então as estações trataram de passar, como realmente deveriam. E os dias sem o sol chegaram. E os dias sem ele chegaram. O frio também havia passado, mas era impressionante como aquele pequeno planeta havia congelado. Cada planeta seguiu seu curso, gravitou até outras órbitas. E as estrelas caíram. E tudo girava mais lentamente, para combinar com os passos e com os compassos das batidas daquele coração tão desorientado. Só ansiava que a próxima estação chegasse trazendo algum incentivo para que o fizesse girar alegremente mais uma vez.
 

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