28 outubro, 2013
Nesse dia tão cinza, crianças brincam nas ruas. Eu gostaria de ter a mesma liberdade e despreocupação que elas possuem. Gostaria de ser livre e poder voar... Voar tão alto quanto os meus sonhos. Poderia ter as asas, leveza e simplicidade de uma borboleta... É engraçado como os seres humanos elevam seus pensamentos cada vez mais a coisas que mesmo dentro da sua própria mente, são impossíveis. Será que não somos capazes de lutar pelo o que queremos? Já deixei escapar coisas e pessoas que tanto amei por medo de lutar. Já derramei lágrimas no silêncio do meu quarto por não ter coragem de derramá-las na frente de um outro alguém, ou até mesmo pedir pra que esse alguém as secasse. É por medo que nos fechamos... É por medo que magoamos as pessoas que mais amamos. Temos uma espécie de escudo protetor. Pra não nos ferir, ferimos. Para não chorar, fazemos nosso próximo chorar. Mas será que tudo isso vale a pena? As marcas deixadas no nosso coração são eternas. A dor pode até passar, mas há palavras que nunca são esquecidas. Assim como os gestos, bons ou ruins. A flor está lá, nunca desabrochará, continuará do mesmo jeito, mesmo que se passem os anos. Assim como as palavras que nunca foram ditas. Essas mais ainda, ficarão guardadas junto com a possibilidade de algo que não aconteceu e não acontecerá... Mas realmente não há nada como o tempo pra cicatrizar as feridas. Para que se possa olhar para o passado sem ressentimentos, sem mais lágrimas no escuro. E poder se olhar pra frente, na esperança que, dessa vez, se possa alçar voos ainda mais altos e se lançar por aquilo que se acredita, sem mais medos, sabendo que agora é a hora de ser feliz... Voe borboleta, agora é sua hora de voar. Não se amedronte diante do tamanho do mundo comparado com sua pequenez. Você verá no final de tudo que é bem maior do que acha que é.

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