Felizes para agora

28 outubro, 2013


E a gente se olha, se toca, se sente, se entende. Numa lógica onde a própria lógica não existe. E mesmo com as palavras não-ditas, acho que o silêncio acaba falando o que não sou capaz de dizer. Me sinto leve, me sinto menos eu. E isso não é uma coisa ruim. O meu eu estava tão ressentido e amargo que necessitava de uma pausa. Um momento para rir de tudo ou por nada.

Fica um pouco mais? Não sou a melhor pessoa do mundo em fazer pedidos, na verdade, nunca soube pedir algo. Mas vou tentando dessa vez porque o pedido é importante. Não pode esperar. Já esperou demais. E se tiver que ir mesmo assim, eu entendo. E guardo tudo de bom na minha caixinha de lembranças chamada coração. É só que... Toda solidão merece seu fim. Eu não procuro o fim da minha, mas é ver teus olhos tão vidrados nos meus que eu chego a pensar que até a pessoa mais solitária mereça ter o seu alguém.

A gente brinca, provoca, se enrosca e esquece de tudo por um momento. E eu esqueço por alguns momentos mais. No conforto do teu abraço confronto meus medos. E cresço um pouco mais. Estou longe de ser o tipo romântica e de sonhar com o tal “felizes para sempre”. Quero ser “felizes para agora”, sem esperar, sem especular, sem criar expectativas. Enquanto der, enquanto vier. Sem drama, cobrança ou aflição. Quero a tranqüilidade de algo que pareça ser certo.

Então fica e cola seu corpo no meu, diga algo que me faça rir, me dê mais e mais inspiração, me beija de um jeito que me tire o ar. Não prometa, não se esforce, não duvide. Apenas fique. Seja o protagonista dessa história que não tem sapos, princesa, maçã ou madrasta. A gente vai construindo capítulo por capítulo, sem pressa. E o final? Ah, eu sempre gostei de surpresas...

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