Fim de jogo

20 junho, 2016
Estou te escrevendo mil textos. Todos vão ficar guardados no fundo da gaveta. Desculpe, meu bem, pela falta de coragem para apresentá-los. Prefiro criar mil cenas na cabeça enquanto, na vida real, brinco de fingir que não estou nem aí, e que tanto faz quanto fez. Afinal, logo menos tudo isso também será apenas fruto da minha memória abarrotada. É assim que monto minha armadura para o mundo e passo os dias muito bem, obrigada.

Créditos: DavidMolina
Se não te digo todas essas coisas é porque sei que, no fundo, você não as merece. Não merece alguém tão cheio de sentimentos nessa sua vida vazia de interesses verdadeiros. Prefiro te ver saindo todas as noites por aí, do que sentir seus braços ao meu redor, mas não te sentir verdadeiramente. E se tem uma coisa que eu nunca aceitei - sendo esse um defeito meu ou não - foram meias verdades.

Nunca aceitei ser o "talvez sim, talvez não", nunca achei confortável ocupar o banco de reserva quando sei que tudo o que quero e preciso é assumir a braçadeira de capitão. Então é hora de encerrar essa partida e retirar o time de campo. Mas com certeza, dessa vez, eu não saí campeã.

O time sai lesionado, machucado. Mas nada como o tempo para prepará-lo de volta ao campo, não é mesmo? Pode ser que essa partida não tenha sido muito justa. E eu realmente acho que não foi. Mas entrei sabendo de todos os riscos e por isso saio de cabeça erguida. Porque nesse jogo de amar, se os dois não estiverem com o mesmo objetivo no decorrer da partida, no fim haverá desavenças. E quem arriscou tudo sabendo que não podia arriscar, fui eu.

Naquela noite qualquer

08 maio, 2016
Talvez eu precise de mais um gole daquela bebida amarga que eu tanto gosto. Talvez eu precise de mais uma volta por aí ou 15 minutos daquele programa inútil que adoro assistir... Seria uma boa opção abrir minha lista de contatos e deslizar até um nome disposto a uma volta ou algo mais nessa noite quente de outono. Qualquer coisa que prenda minha atenção e desvie meus pensamentos da sua silhueta na meia luz daquele quarto naquela noite qualquer.

Créditos: markusspiske

Preciso confessar que sempre tive uma queda pelo errado. É algo que está impregnado no meu DNA. Gosto do que não posso ter, do que não irei conseguir, do que é difícil de alcançar. E no seu caso não foi diferente... Como aquela criança que ficou tentada com o "não" da mãe, como o alpinista que se encanta com o topo da montanha e não descansa enquanto não colocar sua bandeira no topo. Esse sou eu. E lá estava você... Tão linda e radiante, cheia de vida, cheia de si. Cheia do mundo e de tudo o que ele tem de bom. Aí não teve jeito... Meu DNA pulsou, apitou, gritou. Queria você.

Botei minha melhor roupa, caprichei no perfume, me envolvi nas suas ideias para descobrir que você era ainda mais fascinante do que eu podia imaginar. Como isso era possível? Talvez fosse a empolgação da conquista, de estar tão perto de te ter nem que fosse por uma noite. E para minha sorte e felicidade, você queria também. Nos conseguimos. Estufei o peito para dizer que naquela noite, você estava nos mesmo lençois que eu. Saí de lá satisfeito e fui viver outras bocas, enlaçar novas conquistas e te deixei ali. Mas pro meu espanto, você não deixou de estar em mim.

E entre um gole de café e uma palavra mal escrita, seu rosto me aparece, seu beijo me invade só para me enlouquecer e para me provar que no fundo, eu não tenho controle de nada. Quero mais dos seus devaneios. Quero acordar no meio da madrugada e virar pro lado, te ver dormir e saber que não é mais só mais uma noite qualquer.

Enquanto não consigo, sigo por aí, subindo minhas montanhas particulares quando minha vontade mesmo é subir até sua porta, te beijar até tirar o ar e dizer que chegou o momento dos nossos universos se juntarem. Basta você querer. Porque eu tô te querendo desde o dia em que percebi que impossível mesmo, era esquecer esse seu jeito.

Mnha primeira experiência com o Carnaval

16 fevereiro, 2016

Sim, você entendeu direito. Eis que pela primeira vez nos meus 21 anos de existência, eu tive contato de fato com o Carnaval. Até então, minhas experiências tinham sido: Assistir o desfile pela tv, maratonar alguma série, dormir, planejar coisas pro blog (Carnaval do ano passado foi super produtivo nesse quesito) ou viajar para casa dos parentes (e dormir).

Mas nesse ano, me surgiu uma curiosidade imensa de entender porque tantas pessoas acham uma época tão mágica. Até porque a ideia que sempre chegava até mim era de bagunça e oba oba. E não é que me enganei redondamente?

O bloco escolhido para essa minha imersão carnavalesca foi o Bloco do Sargento Pimenta, que toca músicas dos Beatles com todo o toque e gingado brasileiro. Me interessei bastante pela ideia e aceitei.  

Perto da estação estava tudo absurdamente lotado, tanto que nem conseguia achar outros amigos que estavam lá já. Então resolvemos ir mais para a sombra, debaixo das árvores (afinal, estava absurdamente calor) e aproveitar o show mais de longe. 

Logo eles começaram e deu pra sentir toda a vibe. Deu pra finalmente entender porque Carnaval é legal. Porque eu estava ali, com meus amigos, com as pessoas que eu gosto, cantando e dançando sem me importar se estava desafinada ou desengonçada. Estávamos ali, junto à milhares de pessoas celebrando a alegria. O bloco estava tão tranquilo, sem pessoas absurdamente bêbadas ou brigas. Pais com crianças, famílias, casais, solteiros... Todos em perfeita harmonia.

Eu e a turminha do barulho <3
Pra vocês sentirem um pouquinho da energia, deixo um vídeo do canal oficial deles:



Fui para a casa naquele dia suada, cansada, com as pernas doendo mas com a alma lavada e o coração repleto de energia e coisas boas. <3

Seja bem vindo oficialmente à minha vida, Carnaval.